Rios de Andorra atingem caudais acima da média em maio de 2026, pondo fim a seca plurianual
Os recursos hídricos de Andorra recuperaram totalmente após anos de seca, impulsionados por chuvas intensas no início de 2026 e degelo. Caudais superam agora a média da última década numa primavera quente.
Pontos-chave
- Caudal médio na estação Borda Sabater chegou a quase 20 m³/s, superando referência de 2016-2025 de 18 m³/s.
- Recuperação face a mínimos de seca: 13 m³/s em maio 2025, 14 em 2024 e 7 em 2023.
- Chuvas de janeiro (136,3 mm) e fevereiro (98 mm), mais manto nevoso de 3,5 m, impulsionaram o rebound.
- Pico de maio atingiu 44 m³/s apesar do calor recorde da primavera, confirmando normalização hidrológica.
Os rios de Andorra registaram caudais acima da média em maio de 2026, consolidando a recuperação de uma seca plurianual. O Boletim Mensal de Monitorização dos Recursos Hídricos do Principat d'Andorra reportou uma média de quase 20 metros cúbicos por segundo na estação de Borda Sabater, superando o valor de referência de 18 metros cúbicos por segundo para a década de 2016-2025.
A melhoria destaca-se face aos valores recentes de seca: maio de 2025 registou apenas 13 metros cúbicos por segundo, 2024 marcou 14 e 2023 caiu para 7. Oriol Travesset, investigador da Andorra Recerca i Innovació (AR+I), afirmou que os dados mostram que os recursos hídricos regressaram ao normal após anos de baixas precipitações. "Estamos bem em comparação com os últimos dez anos; superámos o período de referência", observou. Travesset acrescentou que as condições de seca aliviaram a partir de 2024, com os caudais a normalizarem no ano passado e a recuperação total visível desde fevereiro de 2026.
Chuvas intensas no início do ano impulsionaram os ganhos. A estação central da FEDA mediu 136,3 mm em janeiro, contra 26,2 mm no ano anterior, e 98 mm em fevereiro, mais do que o triplo dos 21,7 mm. Um degelo precoce em maio amplificou o efeito, apesar do calor e da seca do mês. Onze dias ultrapassaram 25°C, marcando a primavera mais quente desde 1950, com um em cada três dias de abril-maio a registar anomalias acima de 5°C e um máximo de 33,1°C — rivalizando com os recordes de 2022, segundo o Boletim Climático do Governo. O manto nevoso de inverno atingiu 3,5 metros na estação de Sorteny, impulsionando um pico de 44 metros cúbicos por segundo a 4 de maio em Borda Sabater. Para contexto, o máximo diário de 17 de junho rondou os 10 metros cúbicos por segundo.
Estes níveis ficam aquém dos picos da década, incluindo a média de 32 metros cúbicos em maio de 2018 e um máximo instantâneo de 125 metros cúbicos a 10 de maio de 2016. Ainda assim, as leituras confirmam um rebound hidrológico constante.
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