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Ambiente·

Andorra assume gestão de resíduos de papel e adjudica contratos para óleos

Governo andorrano toma controlo pela primeira vez da recolha municipal de papel e cartão, contratando a Eco Grup para reforçar a reciclagem. Acordo paralelo com a FEPER centraliza recolha de óleos minerais perigosos dos produtores.

Pontos-chave

  • Conselho de Ministros adjudica serviço de papel/cartão à Eco Grup Internacional
  • Alarga supervisão para impulsionar reciclagem, rastreabilidade e economia circular
  • FEPER, SLU recebe concessão para recolha de óleos minerais usados perigosos
  • Custos cobertos por taxas aos produtores e venda de materiais, sem carga pública

O Conselho de Ministros andorrano assumiu pela primeira vez a gestão de resíduos de papel e cartão provenientes da recolha seletiva municipal, adjudicando o serviço à Eco Grup Internacional, SA, no âmbito do modelo de gestão pública de resíduos previsto na Lei de Resíduos.

Esta medida amplia a supervisão governamental já existente sobre embalagens, vidro e resíduos urbanos, com o objetivo de reforçar a rastreabilidade dos resíduos, as taxas de reciclagem e o avanço para uma economia circular. A empresa conquistou o contrato através da avaliação da proposta mais elevada e deve garantir o tratamento adequado, maximizando a recuperação e a valorização.

O porta-voz do Governo e ministro Guillem Casal detalhou a decisão numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho na quarta-feira. Indicou que os custos de tratamento de papel e cartão variarão com os volumes de recolha, com base em estimativas da UE de cerca de 13 mil euros mensais.

Em paralelo, o Conselho adjudicou à FEPER, SLU uma concessão administrativa para a recolha, armazenamento e valorização de óleos minerais usados, classificados como resíduos perigosos e potencialmente poluentes. Todos os produtores devem agora entregar estes óleos à FEPER, permitindo uma recolha centralizada, maior supervisão e rastreabilidade até ao tratamento final autorizado.

Nenhum dos serviços implicará encargos diretos para as finanças públicas. Os contratantes cobrirão os custos através de taxas aos produtores — tarifas a publicar no boletim oficial BOPA — e receitas provenientes dos materiais valorizados.

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