Andorra Assume Gestão de Resíduos de Papel e Adjudica Contratos para Óleos
Governo andorrano toma controlo pela primeira vez da recolha municipal de papel e cartão, contratando a Eco Grup para reforçar reciclagem. Acordo paralelo com a FEPER centraliza recolha de óleos minerais perigosos dos produtores.
Pontos-chave
- Governo adjudica à Eco Grup contrato de recolha de papel/cartão, antes municipal.
- Feper, SLU ganha concessão para recolha e valorização de óleos minerais usados perigosos.
- Alterações garantem rastreabilidade, maior reciclagem e sem custo público via taxas aos produtores.
- Ministro Casal: Reforça controlo de fluxos chave de resíduos na economia circular.
O Governo andorrano assumiu pela primeira vez a gestão do papel e cartão provenientes da recolha seletiva municipal, uma responsabilidade anteriormente detida pelos comelhos paroquiais, e adjudicou o contrato à Eco Grup Internacional, SA.
Esta medida amplia o modelo público de gestão de resíduos previsto na Lei dos Resíduos, acrescendo à supervisão já existente do executivo sobre embalagens, vidro e lixo. O Conselho de Ministros aprovou a concessão após um processo de concurso público em que a Eco Grup, que já prestava o serviço a alguns municípios, obteve a pontuação mais elevada. A empresa deve garantir o tratamento adequado, a recuperação e a valorização do material nos canais da economia circular.
Em paralelo, o governo concedeu à Feper, SLU a concessão para a recolha, armazenamento e valorização de óleos minerais usados, classificados como resíduos perigosos com riscos de poluição. Todos os produtores passam agora a estar obrigados a entregar estes óleos à Feper, permitindo um controlo centralizado, rastreabilidade e tratamento final por instalações autorizadas. O objetivo é eliminar circuitos de gestão fragmentados e garantir um tratamento adequado desde a recolha até à recuperação.
O ministro do Ambiente, Agricultura e Pecuária, Guillem Casal, afirmou que as mudanças reforçarão a rastreabilidade dos resíduos, aumentarão as taxas de reciclagem e centralizarão o controlo público sobre fluxos chave de resíduos. Nenhum dos serviços onerarão as finanças públicas, pois as concessionárias cobrirão os custos através de taxas aos produtores — em breve publicadas no boletim oficial BOPA — e de receitas com materiais recuperados. Os custos da gestão de papel e cartão alinhar-se-ão com os volumes de recolha e os preços do mercado internacional, estimados em cerca de 13 mil euros mensais.
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