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Ambiente·

Andorra Desmente Explosão de População de Ursos Apesar de Mais Avistamentos

Autoridades atribuem deteções crescentes a melhor vigilância, não a expansão. Pedem adaptação com proteções para explorações e caminhantes, celebrando qualidade do habitat.

Pontos-chave

  • 15 amostras de urso recolhidas da primavera a junho em 30 pontos com câmaras 5G.
  • Amostras indicam mais de um urso-pardo, mas análises pendentes para número exato.
  • Sem aumento de números; avistamentos semelhantes a anos anteriores, 8 ursos distintos em 2025.
  • Melhor monitorização explica deteções; sem população reprodutora ou danos reportados.

O ministro do Ambiente de Andorra, Guillem Casal, confirmou a recolha de 15 amostras de urso em 2026, indicando a passagem de mais do que um urso-pardo pelo país, embora as análises sejam ainda necessárias para identificar o número exato de indivíduos.

Falando numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros na quarta-feira, Casal explicou que as amostras — recolhidas da primavera a junho através de 30 pontos de vigilância equipados com câmaras 5G e dispositivos de recolha de pelo — não sugerem 15 animais distintos. «Isto não significa que haja 15 indivíduos diferentes. As análises determinarão quem são estes indivíduos; podem ser dois ou podem ser cinco», disse ele. As imagens já confirmaram vários ursos, mas não houve novas deteções desde junho.

Casal sublinhou que nada indica um aumento no número de ursos, com avistamentos nas zonas semelhantes aos dos anos anteriores, embora com pequenas variações. A monitorização proporciona um controlo quase total das incursões, acrescentou, com os dados cruzados com as autoridades espanholas e francesas. Em 2025, foram identificados oito ursos distintos, embora permaneça por esclarecer se algum está permanentemente estabelecido em Andorra. Alguns ursos repetem visitas anualmente, notou, e as autoridades planeiam reuniões de fim de ano com os vizinhos para avaliar o sexo e a idade dos animais detetados.

O ministro descreveu a presença de ursos como um sinal de habitats de alta qualidade propícios à coexistência. «Se há presença, há um ecossistema para viver», disse Casal. Destacou a necessidade de equilibrar isto com os riscos para a agricultura, o gado e os caminhantes, apontando um regulamento de compensação com três anos para eventuais danos — nenhum reclamado até agora. As melhorias na vigilância explicam o aumento das deteções, afirmou: «Encontramos mais porque procuramos mais.»

Não foram observadas ursos fêmeas com crias, o que apoia a ausência de uma população reprodutora local. O turismo de verão e o calor reduziram provavelmente a visibilidade nos últimos meses. Mantêm-se os subsídios de proteção para explorações agrícolas e os alertas aos pastores em risco.

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