Andorra adjudica contrato de 4,4 milhões de euros para painéis solares em 34 edifícios públicos
Governo associa-se a consórcio para instalar sistemas fotovoltaicos de 5 MW, obtendo receita via canon enquanto aumenta autoconsumo e reduz custos.
Pontos-chave
- Consórcio Energi-Pime-Edicom investe 4,4M€ na instalação e operação por 15 anos em coberturas de escolas, hospital e mais.
- Governo recebe canon de 10-15% da receita; painéis revertem gratuitos após o prazo com vida útil >15 anos.
- Aumenta capacidade FV total de 74,3 MW (542 locais) para 79,3 MW (576 locais).
- Reduz dependência de importações energéticas via produção local para autoconsumo e venda de excedentes.
O Governo andorrano adjudicou um contrato para a instalação de painéis solares em 34 edifícios públicos, com o consórcio privado vencedor a comprometer-se com um investimento de 4,4 milhões de euros.
Carles Miquel, diretor de energia e transportes, anunciou a decisão numa conferência de imprensa em Andorra la Vella. O contrato foi atribuído ao consórcio Energi-Pime-Edicom, que ficará responsável pela instalação, gestão e manutenção de sistemas fotovoltaicos em coberturas e outros espaços de edifícios administrativos. Em contrapartida, a empresa pode operar as instalações por até 15 anos, pagando ao Governo um canon entre 10% e 15% da receita.
Após este período, as instalações reverterão para o Governo sem custo. Miquel referiu que a vida útil dos painéis excede 15 anos, garantindo que permaneçam operacionais. «A administração continuará a gerar esta eletricidade para autoconsumo nos edifícios onde estão instalados», disse, acrescentando que qualquer produção excedente pode ser vendida para receita adicional sem investimento inicial do Estado.
O projeto adicionará cinco megawatts de capacidade, elevando a potência fotovoltaica instalada total em Andorra de 74,30 MW em 542 locais para 79,30 MW em 576 locais. Os edifícios afetados incluem centros educativos, a base COEX no Refugi d'Envalira, o auditório nacional de Ordino, o pavilhão Joan Alay, o posto aduaneiro e policial de Riu Runer e o hospital Nostra Senyora de Meritxell.
David Forné, secretário de Estado para a transição energética, transportes e mobilidade, descreveu a iniciativa como uma forma de gerar receita a partir de espaços públicos subutilizados. «Falamos de 5 MW — uma capacidade significativa — pela qual o Governo recebe renda na forma de um canon», disse. Forné enfatizou que permite a produção local de energia a custo fixo, reduzindo a dependência de importações. O concurso foi lançado há vários meses.
Fontes originais
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