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Ambiente·

Andorra alerta para riscos de avalanche nas altas montanhas fora das zonas de esqui

Proteção Civil recomenda cautela no nível 2 de perigo de avalanche, sugerindo zonas de esqui sinalizadas e preparação adequada face ao aumento da atividade fora de pista.

Sintetizado a partir de:
El Periòdic

Pontos-chave

  • Perigo de avalanche no nível 2; nenhuma atividade isenta de risco nas altas montanhas com neve.
  • Manter-se nas zonas de esqui sinalizadas onde especialistas gerem riscos e efetuam desencadeamentos.
  • Aumento de incidentes fora de pista devido a falta de preparação e influência das redes sociais.
  • Equipamento essencial: transceptor, pá, sonda; viajar em grupo e consultar boletins.

A autoridade de Proteção Civil de Andorra alertou que nenhuma atividade nas altas montanhas é isenta de risco quando há neve, especialmente fora das zonas de esqui sinalizadas. Eduard Vergara, chefe de planeamento e emergências, enfatizou que os utilizadores devem considerar a sua abordagem, técnicas e companheiros antes de sair.

O país mantém-se no nível 2 de perigo de avalanche, uma redução face aos níveis elevados dos dias anteriores. Esta avaliação resulta da coordenação diária com o Serviço Meteorológico Nacional, que produz o Boletim de Perigo de Avalanche. «O risco de avalanche existe desde a primeira nevada», notou Vergara, explicando que a classificação geral oferece orientação ampla, mas exige análise no local de elementos como orientação da encosta, inclinação e características do terreno.

As autoridades recomendam manter-se nos domínios de esqui em períodos de alto risco, onde especialistas gerem zonas perigosas, efetuam desencadeamentos controlados e garantem a segurança para o esqui alpino. A participação em atividades fora de pista disparou, muitas vezes entre quem ignora os boletins ou carece de preparação. Vergara apontou o papel das redes sociais na criação de ilusões de simplicidade no terreno de montanha.

Incidentes ainda podem ocorrer no nível 2, como comprovado por um acidente esta temporada. A experiência pessoal é crucial: quem não tem confiança deve evitar essas áreas, pois as montanhas perduram. Passos essenciais incluem consultar o boletim para identificar necessidades de equipamento como transceptores de avalanche (DVA), pás e sondas, além de viajar em grupo para aumentar as hipóteses de sobrevivência.

A Proteção Civil mantém campanhas de segurança invernal e programas nas escolas para promover a consciencialização sobre prevenção entre os entusiastas. Um editorial na comunicação social local reforçou esta mensagem, condenando a leviandade nas montanhas como irresponsável e apelando ao respeito em vez da temeridade fora das zonas seguras.

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