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Ambiente·

Equipas caninas andorranas de deteção de odores ajudam a conter peste suína africana perto de Barcelona

Três equipas de tratadores e cães da Banders de Andorra passaram quatro dias em Collserola a participar numa grande operação de busca para localizar javalis e apoiar o confinamento.

Sintetizado a partir de:
ARADiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Três equipas tratador-cão da Banders destacadas durante quatro dias em Collserola para ajudar no confinamento da peste suína africana.
  • Cães treinados para detetar sangue/substâncias tóxicas localizaram javalis vivos e mortos em setores pré-definidos diários.
  • Operação com ~1000 efectivos; mais de uma dúzia de carcaças encontradas e testadas; 13 casos positivos confinados a ~6 km de raio.
  • Biosegurança rigorosa: cães, veículos e equipamento desinfetados; UME de Espanha forneceu limpeza especializada e túnel de desinfeção.

Três equipas de tratadores e cães da unidade canina Banders de Andorra regressaram a casa após quatro dias destacadas em Collserola para ajudar a conter um surto de peste suína africana perto de Barcelona. As equipas partiram na sexta-feira e juntaram-se a uma grande operação de busca que utilizou cães treinados no olfato para localizar javalis vivos e mortos em áreas de difícil acesso do parque natural.

Cada dia começava com um briefing às 08:30 e as equipas eram atribuídas a setores pré-definidos onde os cães se podiam deslocar com mais facilidade. Os cães andorranos estão treinados especificamente para detetar sangue ou substâncias tóxicas pelo olfato, mas também possuem competências mais amplas de rastreio de vida selvagem; os tratadores procuraram não alarmar os animais vivos para que permanecessem na zona de contenção enquanto as buscas verificavam sinais de doença.

A Banders trabalhou ao lado de quase 1000 efectivos envolvidos na operação, incluindo bombeiros, Mossos d’Esquadra, agentes rurais catalães e de Madrid, Guardia Civil, unidades militares e polícia local. Ao longo da operação, foram encontrados mais de uma dúzia de javalis mortos, embora muitos se revelassem vítimas de outros incidentes como colisões rodoviárias; todas as carcaças foram testadas. De acordo com as últimas contagens, 13 casos positivos mantiveram-se confinados a um raio de cerca de seis quilómetros.

Foram aplicadas rigorosas medidas de biosegurança após cada busca: os cães foram lavados minuciosamente e veículos, roupa e calçado desinfetados para reduzir o risco de disseminação involuntária do vírus, que não afeta humanos mas pode ser transportado em botas ou equipamento contaminado. A Unidade Militar de Emergências (UME) de Espanha auxiliou com limpeza especializada e utilizou um túnel de desinfeção para higienizar os cães de trabalho; a Banders agradeceu publicamente à UME os cuidados prestados aos animais.

O chefe da Banders, Ferran Teixidó, descreveu o destacamento como uma experiência importante para a unidade e destacou diferenças comportamentais nos javalis de Collserola em comparação com os de Andorra — muitos animais no parque pareciam mais habituados às pessoas, procurando alimento à noite e escondendo-se durante o dia, permanecendo por vezes imóveis quando abordados. A Banders afirmou que manterá contacto com os agentes rurais da zona e poderá regressar se for necessária mais assistência.

O Governo andorrano enquadrou a missão como um exemplo de cooperação bilateral e solidariedade com Espanha, comparando-a a anteriores ajudas andorranas no combate a incêndios, e afirmou estar disponível para contribuir para a segurança e bem-estar regionais para além das suas fronteiras.

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