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Ambiente·

Andorra relança concurso para central hidroelétrica de Serrat após falhas

Governo lança terceiro concurso público para projeto hidroelétrico em Ordino, previsto gerar 7000 MWh/ano para 2200 agregados, impulsionando.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuARAEl Periòdic

Pontos-chave

  • Terceiro concurso para central de Serrat após falhas de 2022; usa rios Arcalís, Sorteny, Rialb para >7000 MWh/ano, servindo 2200 agregados.
  • Conselho de Ordino apoia; aberto a empresas privadas, cooperativas; construção de 2 anos se adjudicado.
  • Solar em 37 edifícios públicos em fase de adjudicação; eleva produção nacional de 22% para 25%.
  • Parque eólico Pic del Maià com transmissão de terrenos em fev., podendo exceder meta de 33% até 2030.

O Governo andorrano planeia lançar um terceiro concurso público para uma central hidroelétrica na localidade de Serrat, na paróquia de Ordino, após duas tentativas falhadas em 2022.

O Secretário de Estado para a Transição Energética, Mobilidade e Transportes, David Forné, anunciou a medida na quinta-feira, após uma reunião da Comissão Nacional de Energia e Alterações Climáticas. O projeto, incluído no plano nacional de infraestruturas energéticas, captará água dos rios Arcalís, Sorteny e Rialb — com maior caudal do que inicialmente previsto — e instalará turbinas a uma cota mais baixa em Serrat para maior produção. Prevê-se que gere mais de 7000 MWh por ano, satisfazendo as necessidades de 2200 agregados ou cerca de 30% do consumo energético total de Ordino.

Forné sublinhou a coordenação com o conselho paroquial de Ordino, que apoia a iniciativa, e um preço competitivo para atrair propostas. O concurso estará aberto a empresas privadas, cooperativas paroquiais ou entidades formadas pelo conselho, à semelhança do processo para painéis solares em edifícios públicos. A construção, se adjudicada sem problemas, deverá demorar cerca de dois anos.

Combinado com a adjudicação iminente de instalações solares em 37 edifícios públicos a um dos quatro concorrentes — superando as expectativas iniciais —, isto elevará a produção energética nacional dos atuais 22% para 25% da procura. A capacidade existente inclui 466 locais fotovoltaicos com 15,2 MW e cinco pequenas centrais hidroelétricas, num total de 70,2 MW.

Forné indicou que o país mantém o rumo para 33% de produção nacional até 2030 e neutralidade carbónica até 2050, com indicadores a mostrar progressos na produção energética e na redução de emissões. Referiu o crescimento desde quase zero em solar e mini-hidro há uma década.

No parque eólico de Pic del Maià, os conselhos de Encamp e Canillo acordaram a transmissão de terrenos, com assinatura prevista para fevereiro. Isto poderá permitir o início da construção este verão — uma época para obras civis, outra para montagem de maquinaria —, levando à operação em dois anos e possivelmente elevando a produção para perto de 35%, superando as metas.

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