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Ambiente·

APAPMA opõe-se ao teleférico de Armiana por 'disneificação' das montanhas

Grupo andorrano de animais e ambiente critica teleférico até à ponte tibetana como empurrão turístico explorador, exigindo restauração total se for construído.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • APAPMA rejeita teleférico ligando à ponte tibetana em Armiana, vale do Riu.
  • Critica tendência de 'disneificação' que prioriza ganhos económicos sobre património natural público.
  • Exige cláusula de restauração para remoção total da infraestrutura se o projeto acabar.
  • Autoridades de Canillo não responderam ao comunicado de oposição.

A Associação Andorrana para a Proteção dos Animais, Plantas e Ambiente (APAPMA) manifestou forte oposição a um proposto teleférico na paróquia de Canillo que ligaria à ponte tibetana na área de Armiana, no vale do Riu.

Num comunicado nas redes sociais partilhado com os media na quinta-feira, a APAPMA criticou o projeto como promotor de uma tendência de 'disneificação' nas montanhas de Andorra. O grupo acusou certas administrações de perseguirem ganhos económicos do património natural público através de atrações pagas destinadas a atrair mais visitantes.

"Há anos que vemos como algumas administrações se lançaram numa dinâmica de disneificação das nossas montanhas e património natural para extrair rendimentos económicos, à custa de um património que pertence a todos", lia-se no comunicado. A APAPMA manifestou claramente a rejeição ao teleférico de Armiana, argumentando que o país não precisa de expandir este modelo de atrações destinadas a aumentar o número de turistas e as receitas.

A organização repetiu uma exigência que já havia feito relativamente ao projeto do teleférico de Carroi. Caso a iniciativa de Canillo avance, a APAPMA pediu uma cláusula vinculativa que obrigue a comuna ou a empresa adjudicatária a restaurar o terreno ao estado original no fecho, incluindo a remoção total de toda a infraestrutura em conformidade com a legislação atual.

As autoridades de Canillo não responderam ao comunicado.

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