Apicultores andorranos instados a coexistir com vespa asiática invasora
A Vespa velutina invasora espalhou-se amplamente apesar dos esforços de captura, ameaçando abelhas nativas, polinização e produção de mel na economia rural do Principado.
Pontos-chave
- A vespa asiática estabeleceu-se permanentemente em Andorra, obrigando os apicultores a abandonar esforços de erradicação e a adaptar-se à sua presença face às ameaças às abelhas nativas e à produção de mel.
Os apicultores andorranos devem aprender a conviver com a vespa asiática, uma vez que esta espécie invasora se estabeleceu de forma permanente no país, segundo Ferran Teixidó, presidente da associação de apicultores.
Numa entrevista publicada hoje pelo *Diari d'Andorra*, Teixidó comparou a chegada da vespa à presença duradoura dos youtubers e influencers na sociedade moderna, sinalizando que os esforços de erradicação falharam e que a coexistência é agora a única opção.
A vespa asiática (*Vespa velutina*), detetada pela primeira vez em Andorra há vários anos, espalhou-se amplamente pelo Principado e regiões vizinhas. Constitui uma ameaça significativa para as populações de abelhas nativas, ao predar colmeias, perturbar a polinização e a produção de mel.
As declarações de Teixidó sublinham a crescente resignação entre os apicultores locais, que têm combatido a praga através de programas de captura e monitorização coordenados com as autoridades agrícolas. Apesar destas medidas, a reprodução rápida e a adaptabilidade da vespa garantiram a sua fixação.
Não foi anunciado um calendário oficial para estratégias completas de adaptação, mas os especialistas enfatizam a necessidade de vigilância contínua para proteger a biodiversidade e o setor apícola, uma parte essencial da economia rural de Andorra.
Fontes originais
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