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Ambiente·

Andorra estende auditorias de bem-estar animal a cavalos, ovinos e caprinos e reforça apoio ao biológico local

Governo vai obrigar a auditorias externas de bem-estar bienais para explorações equinas, ovinas e caprinas e aumenta subsídios para qualidade e biológico.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Auditorias externas de bem-estar bienais para explorações equinas, ovinas e caprinas, realizadas pelo IRTA, abrangem 54 explorações.
  • Fundo de auditoria de 112 mil euros dividido: 70 mil euros equinos, 25 mil euros ovinos, 17 mil euros caprinos; apenas animais residentes na Andorra o ano todo elegíveis.
  • Subsídios 2025 para qualidade e biológico totalizam ~38 070 euros; 15 mil euros para adegas (três produtores receberam 5130 euros cada) e 7000 euros para custos de certificação.
  • Auditorias usam quatro princípios e 11 indicadores; destinadas como primeiro passo para certificação independente e rotulagem de mercado para padrões de bem-estar.

O governo aprovou um pacote de medidas que estende os controlos oficiais de bem-estar animal para além do gado e aumenta o apoio à agricultura local e biológica.

A partir deste ano, as explorações equinas, ovinas e caprinas na Andorra estarão sujeitas a uma auditoria externa de bem-estar de dois em dois anos. As avaliações, realizadas pelo IRTA (Instituto Catalão de Investigação em Investigação e Tecnologia Agrária e Alimentar), abrangem 54 explorações e são apoiadas por um fundo dedicado de 112 mil euros: 70 mil euros para explorações equinas, 25 mil euros para ovinas e 17 mil euros para caprinas. Apenas as explorações cujos animais permaneçam na Andorra durante todo o ano civil são elegíveis; as explorações transumantes estão excluídas. O governo formalizará os compromissos de despesa e agendará os pagamentos numa data posterior.

As avaliações seguem quatro princípios gerais — qualidade da alimentação, condições de alojamento, saúde animal e comportamento animal — traduzidos em 11 indicadores específicos. Estes incluem requisitos práticos como uma área mínima coberta por animal para o abrigo de inverno. A regulamentação foi desenvolvida com base em critérios técnicos internacionais adaptados às tradições pastoris de montanha da Andorra. Os responsáveis descrevem as auditorias como um primeiro passo para uma certificação externa independente que poderá, no futuro, permitir que produtos conformes ostente uma etiqueta de mercado atestando os seus padrões de bem-estar animal.

Paralelamente às auditorias de bem-estar, o governo autorizou subsídios para 2025 para promover a produção agrícola de proximidade e de qualidade. Foi aprovado um total de 23 572,29 euros para produtos sob regimes de qualidade reconhecidos, com novas categorias elegíveis incluindo vinho, trumfa (a batata local) e mel. Dentro deste pacote, foram alocados 15 mil euros para apoiar as adegas nacionais; três produtores receberam suplementos de 5130 euros cada para complementar os pagamentos por área de vinha. Foi também ativada uma ajuda adicional ligada à área agrícola cultivada.

O apoio à produção biológica inclui 14 498 euros atribuídos a duas explorações que cumpriram os requisitos biológicos mais exigentes — um produtor de ovos e uma adega — mais 7000 euros indiretos para ajudar a cobrir custos de certificação biológica. No conjunto, os principais subsídios para regimes de qualidade e biológico totalizam cerca de 38 070 euros para 2025, aproximadamente o dobro da alocação do ano passado; a ajuda separada de 7000 euros para certificação proporciona apoio adicional.

Responsáveis do Ministério afirmam que as medidas fazem parte de um esforço mais amplo para reforçar os produtores locais, promover práticas agrícolas sustentáveis e melhorar a rastreabilidade e o valor de mercado dos produtos agrícolas andorranos. As reformas são apresentadas como uma prioridade legislativa para alinhar a produção com a crescente procura dos consumidores por alimentos produzidos de forma sustentável e humanitária.

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