Ministro andorrano: comarca responsável pelo arranha-céus contestado de Escaldes
Ministro do Ambiente Guillem Casal afirma que a comarca de Escaldes-Engordany, e não o governo central, tem as ferramentas para impedir ou alterar a torre de Prat del Roure.
Pontos-chave
- Casal: arranha-céus de Prat del Roure é responsabilidade da comarca de Escaldes-Engordany, que pode rever o plano da comarca para o impedir ou alterar.
- Disse que a preocupação pública advém da visibilidade das torres; sublinhou que o vale de Madriu é área protegida onde não devem ser colocadas torres.
- Revisões do POUP (2018, 2023) levaram a candidaturas para torres em 2019; trabalhos em torres adicionais começaram em dezembro de 2025.
- Projetos caducam se não avançados e devem ser reapresentados; Canillo cortou recentemente altura permitida e superfície construída como precedente.
O Ministro do Ambiente e porta-voz do governo Guillem Casal afirmou que o arranha-céus em construção no Prat del Roure, em Escaldes-Engordany — um projeto que exigiu o fecho de um parque infantil e de uma área de estacionamento — é da responsabilidade do atual governo da comarca, que, segundo ele, tem as ferramentas para o impedir ou alterar através da revisão do plano urbanístico aplicável.
Casal disse à agência de notícias ANA que a indignação pública é motivada mais pela visibilidade das torres do que por um aumento da degradação ambiental: «a presença das torres no meio do vale central não implica maior ou menor degradação ambiental do que antes», afirmou, acrescentando que, se tivessem «sido colocadas numa área muito escondida, muito bonita e muito rica do vale de Madriu, onde vão muito poucas pessoas, ninguém teria dado o alarme porque não as veriam». Sublihou também que o Madriu é uma área natural protegida e disse que tais torres «não devem ser» colocadas ali.
Embora reconheça que regras de planeamento anteriores tornaram algumas torres possíveis, Casal argumenta que a responsabilidade pelos projetos em curso recai sobre as atuais autoridades locais. Apontou precedentes como Canillo, onde uma modificação recente do plano da comarca reduziu a altura permitida em pelo menos um piso e cortou a superfície construída autorizada em cerca de 50%, e disse que Escaldes-Engordany poderia ter seguido uma revisão semelhante se se opusesse ao desenvolvimento.
Casal observou também que as licenças de projetos mais antigos não permanecem automaticamente válidas: os projetos caducam se não forem avançados num prazo definido e devem ser reapresentados. «Não é porque um projeto foi apresentado há dez anos que o posso tirar da gaveta e implementar», disse.
O historial da disputa inclui uma atualização em várias fases do plano da comarca de Escaldes-Engordany. Segundo relatos, o processo Clot d’Emprivat começou com uma revisão do POUP a meio de 2018; após essa revisão, foram apresentadas candidaturas para quatro torres em 2019. Uma modificação adicional do POUP foi aprovada em março de 2023, com alterações aos critérios urbanísticos e à disponibilização de espaço ao nível do solo, e os trabalhos em três torres adicionais começaram em dezembro de 2025.
Reportagens dos media ligaram aprovações de planeamento anteriores a uma legislatura que incluía a atual Ministra dos Assuntos Sociais Trini Marín; Casal rejeitou tentativas de atribuir a construção atual diretamente a esses responsáveis, dizendo que as torres já construídas resultam de mandatos passados, mas «as que serão construídas a partir de agora serão consequência de decisões tomadas durante o atual mandato de seis anos».
Enquadrando o debate como uma questão de responsabilidade ao longo do tempo, Casal instou o debate público a centrar-se nas escolhas presentes e na capacidade dos conselhos locais de usarem ferramentas de planeamento para moldar o desenvolvimento futuro. Assumiu recentemente o cargo adicional de secretário-geral dos Demòcrates per Andorra.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
“La presència de les torres no fa que hi hagi una degradació mediambiental major o menor que abans”
- Diari d'Andorra•
Casal defensa que construir torres no implica cap impacte mediambiental
- Bon Dia•
Casal retreu que l'actual comú podria haver fet "una revisió del pla d'urbanisme"
- El Periòdic•
Casal assegura que l’actual comú escaldenc podria haver revisat el POUP si estava en desacord amb les torres
- ARA•
Casal diu que si les torres d'Escaldes estiguessin al Madriu "ningú hauria posat el crit al cel"
- El Periòdic•
Casal assenyala que el comú escaldenc podia haver revisat el POUP si no estava d’acord amb el projecte de les torres
- Altaveu•
Casal entra en la guerra de les torres: "es podria haver revisat el pla d'urbanisme"
- Diari d'Andorra•
Casal defensa que les torres de la vall central no empitjoren la degradació ambiental existent