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Ambiente·

Portugal declara emergência em Coimbra devido a cheias graves e rutura de dique

Milhares evacuados enquanto o rio Mondego atinge níveis excecionais, ameaçando o centro da cidade e fechando principal autoestrada após semanas de chuva intensa.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Emergência declarada em Coimbra após rutura do dique de Casais perto do rio Mondego.
  • 9.000 evacuações adicionais planeadas, somando-se a 3.600 já deslocados.
  • Autoestrada A1 cortada entre Lisboa e Porto; reparações podem demorar semanas.
  • Parte de onda meteorológica mais ampla com 15 mortes no país desde janeiro.

As autoridades portuguesas na histórica cidade de Coimbra e regiões centrais circundantes declararam emergência devido a cheias graves após semanas de chuva intensa. Um dique de contenção rompeu em Casais, nos arredores de Coimbra, levando à evacuação preventiva de milhares de residentes próximos do rio Mondego.

A Proteção Civil planeia evacuar cerca de 9.000 pessoas adicionais, somando-se às quase 3.600 já deslocadas esta semana de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure. O caudal do rio atingiu níveis excecionais, sobrecarregando as infraestruturas fluviais e desencadeando esforços extensivos de monitorização e prevenção para contrariar o risco de subidas prolongadas.

Os responsáveis alertam para uma potencial 'cheia secular' que pode afetar até 9.000 residentes e chegar ao centro da cidade. A crise danificou também infraestruturas chave: um troço da autoestrada A1, principal ligação entre Lisboa e Porto, está cortado na sequência da rutura do dique, com reparações que podem demorar semanas.

Estas cheias fazem parte de uma onda mais ampla de mau tempo que assola Portugal desde finais de janeiro, que já causou pelo menos 15 mortes e deslocou milhares de pessoas em todo o país. As autoridades exortam os residentes a seguir as indicações oficiais e a evitar viagens desnecessárias enquanto continuam a acompanhar os níveis do rio.

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Fontes originais

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