Andorra Lança Mais de 30 Novos Livros para Vibrante Sant Jordi
Editoras andorranas apresentam mais de 30 títulos diversos para 23 de abril, abrangendo história, não ficção, thrillers, poesia e infantil. Evento na biblioteca de Encamp ligou autores e leitores.
Pontos-chave
- Mais de 30 títulos lançados, incluindo história como *L’estafador que va ser rei d’Andorra*, policiais, poesia e infantis.
- Destaques: *Divendres 13* sobre a pandemia por ex-ministros; *Tafetans de justícia* homenagem ao falecido Sergi Mas.
- Editoras como Anem Editors, Editorial Medusa e Marinada Edicions com géneros variados de sátira a thrillers.
- Biblioteca de Encamp acolheu mesa redonda com sete autores para debates e autógrafos.
O setor editorial de Andorra prepara-se para um vibrante Dia de Sant Jordi a 23 de abril, com mais de 30 novos títulos que abrangem história, não ficção, romances policiais, poesia e literatura infantil.
Entre os lançamentos de destaque, *Divendres 13. La pandèmia a Andorra*, da Anem Editors, oferece um relato em primeira mão da crise pelos ex-ministros Joan Martínez Benazet e Eric Jover. Uma ressonância emocional rodeia *Tafetans de justícia*, da Editorial Medusa, da autoria do falecido Sergi Mas, que faleceu pouco depois do evento de lançamento, ao qual não pôde assistir. O livro mistura ironia e magia, cativando os leitores como um tributo comovente.
A Anem Editors destaca a história narrativa com títulos como *L’estafador que va ser rei d’Andorra*, de Jorge Cebrián, que relata a autoproclamação de Boris Skossyreff como rei em 1934; *Andorra insòlita*, de Jordi Casamajor, que explora lendas e arqueologia; e *El darrer segle i mig d’arquitectura andorrana*, de Enric Dilmé, que traça a evolução arquitetónica. Outras obras incluem *Presoners a Cerdanya el 1939*, de Marc Pont Fitó, sobre a repressão na guerra, e *Atles de les ombres*, de Albert Ginestà, que transforma eventos reais esquecidos em relatos de resistência.
A Editorial Medusa apresenta vozes ousadas para além do livro de Mas, como *Matermorfosis*, de Laura Tomàs Mora, que desafia a maternidade através de narrativas intensas, *Xarnego*, de Txema Díaz-Torrent, humorístico sobre a infância periférica, e *Un centaure a la Rambla*, satírico de Ramon Reventós. Lançamentos adicionais incluem *Ametlles torrades*, de Pilar Burgués (Editorial Andorra), o poético *14 d’abril*, de Antoni Caus Vidal, e a aventura dos anos 1930 *El museu de l’elefant*, de Joan Peruga.
A Marinada Edicions oferece variedade com *Teoria del rídicul*, de Nil Forcada, o romance policial *Foscors a Ponent*, de Robert Pastor, o mistério juvenil *Les veus del llac*, de Miquel Àngel Català, e o emotivo *Quan torni la llum*, de Carles Acosta, sobre relações e abusos. A Editorial Llamps i Trons inclui poesia como *De cor t’ho vaig dir*, de Juli Fernández, e *Flors d’Amor*, de Laia Corma, além de thrillers como *Coca masegada*, de Maria Cucurull, e *El parany de Tucídides*, de Francesc Puigpelat i Valls. Desporto e simbolismo surgem em *Principat Blaugrana*, de Àlex Terés, e *La font dels diamants*, de Pol Bartolomé, ao lado da poesia vencedora futura *Ruralia (De llavors i d’ara)*, de Carles Jardí Pinyol.
Outros destaques da Editorial i Acadèmia Masegosa incluem o terror *El rebost i altres malsons*, de Fabiola Sofía Masegosa, e a eco-aventura *Coses que passen quan vols salvar el planeta*, de Anna Sierra Barrabés. A Trotalibros Editorial revive clássicos internacionais como *El cambio*, de Kostas Taktsís, e *Hora de conèixer l’home*, de James Baldwin. Completam a lista *¿Y ahora qué?*, de Toni Gamero, sobre a vida pós-leucemia, compilações culturais e títulos sobre património, lendas e história como *Serps, avets i huracans* e *Conflictes bèl·lics al Pirineu*.
Na antevisão, a biblioteca comunal de Encamp acolheu a mesa redonda *Novetats literàries d’Andorra* no sábado, organizada pelo comú e pela Associació d’Editors d’Andorra. O evento reuniu sete autores — Laura Tomàs, Jan Arimany, Joan Peruga, Fabiola Sofía Masegosa, Miquel Àngel Català, e Joan Martínez Benazet e Eric Jover — para debates e sessão de autógrafos ao longo de um pequeno-almoço descontraído.
O vereador da Cultura de Encamp, Joan Sans, descreveu-o como um espaço para conectar autores, editores e leitores, tirando os livros das prateleiras para uma interação direta. Notou o sucesso do formato desde a sua estreia, elogiando a força da literatura andorrana em vésperas de Sant Jordi.
Tomàs, que estreia com *Matermorfosis* — finalista do prémio Ictineu na melhor coletânea fantástica —, chamou o processo de orgânico, impulsionado pelo editor David Galvez na Medusa. Residente em Barcelona, antecipa o seu primeiro Sant Jordi andorrano, ansiosa por assinar em várias paróquias numa atmosfera festiva.
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