Residência Faber Andorra Arranca com Historiador dos Microestados Europeus
O programa inicia-se com a investigação de Jean-Michel Johnston sobre como Andorra e outros três microestados sobreviveram ao nacionalismo e convulsões geopolíticas. Selecionados de 124 candidatos, os residentes acedem a arquivos e partilham trabalhos publicamente, promovendo trocas culturais.
Pontos-chave
- Seis criadores de seis países na oitava residência Faber Andorra em Massana, em história, educação, arte floral, dança, arte e escultura.
- Historiador britânico Jean-Michel Johnston estuda sobrevivência de Andorra, Liechtenstein, Mónaco e San Marino da Revolução Francesa ao século XX.
- Próximos residentes: investigador canadiano Robert Mizzi, artista alemão Jan Le Han, dançarina ibicenca Ines Sarmiento, artista iraniana Pantea Armanfar e escultora Lilian Haser.
- Programa desde 2019 acolheu 39 residentes de 124 candidaturas; inclui subsídios e trocas com Liechtenstein.
A oitava edição do programa de residências Faber Andorra começou nas instalações de Massana, acolhendo seis criadores e investigadores internacionais de seis nacionalidades em áreas diversas, incluindo história, educação, arte floral, dança, arte interdisciplinar e escultura.
O historiador britânico Jean-Michel Johnston lançou o programa com o seu projeto sobre a sobrevivência dos quatro Estados históricos mais pequenos da Europa — Andorra, Liechtenstein, Mónaco e San Marino. A sua investigação segue as suas histórias desde a Revolução Francesa até ao século XX, examinando como resistiram em meio ao nacionalismo, imperialismo e mudanças geopolíticas. Johnston, que fala catalão fluente aprendido com a família, permanece até 24 de abril, acedendo ao Arquivo Nacional e à Casa de la Vall, e reunindo-se com historiadores locais. Apresentará os seus achados numa sessão pública na Universidade de Andorra a 23 de abril às 10:30, intitulada *Desafiar el destí* (*Desafiando o Destino*), explorando como estes microestados desafiam as narrativas convencionais da história europeia contemporânea.
Johnston destaca fatores comuns na sua persistência: habilidade diplomática na navegação junto a vizinhos maiores, modelos económicos adaptados como o comércio fronteiriço e instituições políticas com raízes medievais. Vê-os como histórias de sucesso e mantém-se cautelosamente otimista quanto ao futuro de Andorra, citando o apoio da globalização a entidades pequenas semelhantes a Singapura ou Dubai.
O programa, em curso desde 2019 ao abrigo de um acordo entre o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e o Institut Ramon Llull, chegará a 45 residentes no total. A seleção deste ano partiu de 124 candidaturas em 2024, com cinco escolhidos diretamente e um via intercâmbio com a residência Turmhaus de Liechtenstein. A lista prossegue com o investigador canadiano Robert Mizzi (a partir de 4 de maio), focado na inclusão LGBTQ+ em comunidades pequenas; o artista alemão de ikebana Jan Le Han ou Han Le Han (a partir de 26 de maio), criando instalações com materiais locais inspiradas na poeta Teresa Colom; a dançarina e coreógrafa ibicenca Ines Sarmiento (a partir de 1 de setembro); a artista interdisciplinar iraniana Pantea Armanfar (a partir de 17 de outubro), explorando sons naturais; e a escultora Lilian Haser ou Hasler (a partir de 6 de novembro), ligada ao intercâmbio com Liechtenstein, que acolherá em contrapartida os artistas andorranos Óscar Fiter e Maria Caminal.
Meritxell Blanco, responsável pela Ação Cultural, e a técnica Sandra Colell delinearam o calendário, referindo 72 atividades desde o início para partilhar conhecimento localmente. Iniciativas paralelas incluem 10 000 € em subsídios para estadas e formação no estrangeiro de criadores andorranos — agora excluindo opções online — e quatro vagas no Faberllull Olot em novembro de 2026, com duas atribuídas a Andrea Camp e Arnau Sánchez e duas abertas a candidaturas de 15 de abril a 13 de julho.
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