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Cultura·

Sant Julià de Lòria inaugura muro de grafite gratuito para arte comunitária

Novo muro autorizado na paróquia de Sant Julià de Lòria convida residentes a sobrepor obras em spray, promovendo a expressão criativa. Iniciativa proposta pelo artista Edgar Cabacas, face à escassez de opções legais locais.

Pontos-chave

  • Comú de Sant Julià de Lòria dedica muro no Parc del Prat Gran a grafite e arte urbana legal.
  • Proposta pelo artista local Edgar Cabacas, professor na Escola d’Art laurediana.
  • Inaugurado terça-feira com crianças e autarcas; visa legitimar grafite como Banksy.
  • Parte do projeto 'Murs que parlen'; monitorizado para uso respeitoso com possível expansão.

O Comú de Sant Julià de Lòria lançou um muro de expressão livre no Parc del Prat Gran, dedicando o espaço a arte urbana e grafite autorizados como uma saída criativa para os residentes. Situado entre a Avinguda Verge de Canòlich e a Avinguda Rocafort, o muro convida qualquer pessoa a adicionar obras sobrepostas com spray, com novas contribuições a sobrepor as anteriores para refletir a evolução da comunidade.

O projeto surgiu de uma proposta do artista local Edgar Cabacas, residente há nove anos e originário de Sabadell, que pratica grafite há muito e o ensina a jovens na Escola d’Art laurediana. Cabacas referiu a falta de espaços legais em Andorra para tal expressão, ao contrário do que acontece em Barcelona ou Sabadell, e apresentou a ideia ao Comú há cerca de um mês. Ele imaginou um local descontraído onde famílias pudessem pintar livremente sem concursos, como visitar num sábado com os filhos.

A vereadora da Cultura, Teresa Areny, disse que a proposta lhes chegou através da escola de arte, onde Cabacas demonstrou entusiasmo por partilhar as suas competências. Após análise pela equipa da escola e pela comissão de atividades do Comú, obteve aprovação rápida devido ao seu potencial. A localização visível facilita o acompanhamento para garantir um uso respeitoso, acrescentou Areny, com planos para avaliar a participação de adultos, jovens e crianças antes de considerar a expansão a outros muros da paróquia.

O evento de inauguração na terça-feira contou com Cabacas, crianças da escola de arte que começaram a pintar, e representantes do Comú. A iniciativa visa reposicionar o grafite como arte legítima — citando Banksy como exemplo do seu valor global — distanciando-o do vandalismo através de espaços autorizados. Complementa o projeto “Murs que parlen” da paróquia, promovendo uma criatividade urbana aberta e responsável para todos.

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