Exposição World Press Photo estreia em Andorra com crises globais
A exposição abre num hotel reconvertido em Sant Julià de Lòria, organizada pela Reunió de Papaia e Grisart Lab. Decorre diariamente até 30 de junho, com elogios de autoridades ao seu poder de inspirar empatia pelas lutas mundiais.
Pontos-chave
- 42 projetos vencedores de 60 000 imagens por 4000 fotógrafos de 141 países.
- Destaques: conflitos na Ucrânia e Gaza, clima, migrações e questões sociais.
- Grande prémio para foto de Carol Guzy sobre separação pai-filha em tribunal de imigração de NY.
- De 10 a 30 de junho no antigo Hotel Pol, com memorial a jornalistas mortos.
A exposição World Press Photo abriu pela primeira vez em Andorra no antigo Hotel Pol, em Sant Julià de Lòria, apresentando 42 projetos vencedores selecionados entre quase 60 000 imagens submetidas por perto de 4000 fotógrafos de 141 países.
Organizada pela Reunió de Papaia e Grisart Lab com apoio institucional, a exposição decorre durante 21 dias, de 10 a 30 de junho. Está aberta todos os dias das 11h às 20h de segunda a sábado, e das 11h às 14h aos domingos.
A exposição destaca desafios globais, incluindo conflitos armados na Ucrânia e em Gaza, emergências climáticas, migrações, desigualdades sociais, problemas de saúde e comunidades marginalizadas. Algumas obras cobrem locais restritos, como uma fábrica de drones ucraniana onde as identidades dos trabalhadores foram protegidas, e tribunais de imigração em Nova Iorque. Outras imagens mostram um casal a casar-se em meio a inundações nas Filipinas e robôs a ajudar nos cuidados a idosos.
O prémio principal foi atribuído à fotografia de Carol Guzy que captura um pai separado da filha durante uma operação do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos EUA (ICE) num tribunal de imigração em Nova Iorque. Outros dois finalistas incluem a imagem de Victor Blue de mulheres Achi no Guatemala a receberem justiça décadas após violações militares durante a guerra civil, e a foto de Samar Abu Elouf de multidões a disputarem ajuda em Gaza devastada pela guerra.
Uma característica de destaque é a instalação memorial, concebida com contributos de profissionais de design e da Associació d’Amics del Disseny, que homenageia jornalistas e fotógrafos mortos no exercício da profissão. Lista nomes de 2023 a 2025, cumprindo um requisito organizacional, mas expandida para maior impacto.
Pere Moles, organizador da exposição, destacou o esforço para trazer o certame itinerante a Andorra após anos de tentativas, sublinhando a sua adequação a espaços não tradicionais. Alba Noguera, representante da World Press Photo, descreveu-a como uma pausa no excesso de notícias, oferecendo um desconforto produtivo para fomentar a empatia.
Na inauguração estiveram presentes a consellera major de Sant Julià de Lòria, Cerni Cairat, a ministra da Cultura Mònica Bonell, a ministra da Saúde Helena Mas e o conseller major de Andorra la Vella, Sergi González, que elogiou o seu papel em estimular a reflexão sobre questões locais e globais.
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