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Cultura·

Albert Gumí Sai da Direção Artística da ONCA com Concerto Festivo Paris-Viena

Albert Gumí dirigiu o seu último concerto como diretor artístico da Orquestra Nacional Clássica de Andorra, passando o testemunho ao sucessor local Joan Anton Rechi.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Último concerto de Ano Novo com obras francesas e danças vienenses, mais estreia do Vals del Valira de Gumí.
  • Liderança passa ao andorrano Joan Anton Rechi após cinco anos de Gumí desde 2020.
  • Conquistas: promoção de músicos locais, colaborações intergéneros com metal/rock, eventos Santa Cecília para jovens.
  • Futuro: Gumí foca-se em óperas mas mantém envolvimento musical com a ONCA.

Albert Gumí dirigiu o seu último concerto como diretor artístico da Orquestra Nacional Clàssica d'Andorra (ONCA) na quinta-feira, liderando o programa de Ano Novo *París-Viena* no Centre de Congressos perante um público quase lotado, ansioso por dar as boas-vindas a 2026.

A atuação contrapôs obras francesas refinadas do século XIX de Bizet, Saint-Saëns e Delibes — evocando a luminosidade e sensibilidade parisienses — a valsas, polcas e marchas vienenses da família Strauss e de Franz von Suppé. Gumí descreveu-o como uma oferta tradicional adequada à ocasião festiva, evitando experiências ousadas mas introduzindo variedade através da viagem musical e da estreia mundial do seu *Vals del Valira*. Enfatizou o foco intenso necessário para dirigir em meio à excitação natalícia, mantendo um controlo preciso sobre o ensemble.

Gumí, que sucedeu a Gerard Claret no início de 2020 em plena pandemia, terminou quase cinco anos no cargo passando a liderança a Joan Anton Rechi, andorrano e gestor cultural que elogiou como ideal para o posto. Gumí defendia há muito um sucessor local que vivesse em Andorra e se pudesse dedicar por inteiro, vendo a transição como uma mudança de funções e não um fim. Tanto Rechi como o conselho directivo desejam que Gumí permaneça envolvido musicalmente — a sua paixão principal —, trabalhando em projetos em estreita colaboração, embora os detalhes ainda estejam por definir. Antes do concerto, Gumí reiterou o desejo de que a ONCA estabeleça um ciclo de concertos estável e se expanda internacionalmente, objectivos que acredita que Rechi pode avançar.

Reflectindo sobre o seu mandato, Gumí expressou satisfação por cumprir o objectivo do conselho de enraizar a ONCA localmente. As iniciativas incluíram parcerias com grupos culturais andorranos, promoção de músicos nacionais através da "Selecció Andorrana de Músics" e construção de um reportório clássico andorrano do zero. Encomendou obras, compôs pessoalmente, reviveu e adaptou peças antigas e arquivou-as para acesso público. Destaques incluíram colaborações intergéneros com a banda de death metal Persefone, o grupo de funk Hysteriofunk e o coro rock de Encamp, além de 12-13 anos de eventos Santa Cecília com crianças. A sua suite mais recente baseou-se em símbolos paroquiais — a forja de Rossell, o lago Pessons, caminhos de pedra —, envolvendo 150 jovens participantes. Sob liderança de produção de Teresa Areny, os esforços melhoraram a acessibilidade, criando ligações mais fortes com o público e afirmando o papel da ONCA como património nacional.

Olhando para o futuro, Gumí planeia priorizar a composição, após uma recente estreia de ópera no Liceu de Barcelona e uma próxima na Alemanha, mantendo os laços com a ONCA.

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