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Cultura·

Albert Gumí despede-se no último concerto de Ano Novo da ONCA

Albert Gumí encerrou quase cinco anos como diretor artístico da Orquestra Nacional Clàssica de Andorra com um concerto lotado 'París-Viena', com estreia mundial.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Mandato de 5 anos de Gumí enfatizou 'andorranização' da ONCA via talento local, reportório de herança e educação de jovens.
  • Concerto atraiu multidão quase lotada com Bizet, Strauss e estreia mundial do Vals del Valira de Gumí.
  • Liderança passa para o andorrano Joan Anton Rechi para ciclos de concertos estáveis e gestão local.
  • Gumí regressa à composição mas mantém-se envolvido em projetos chave da ONCA.

Albert Gumí dirigiu o seu último concerto como diretor artístico da Orquestra Nacional Clàssica d'Andorra (ONCA) na quinta-feira no Centre de Congressos, em Andorra la Vella, marcando o fim de quase cinco anos no cargo.

O concerto tradicional de Ano Novo, com o tema "París-Viena", atraiu uma multidão próxima da lotação máxima, ansiosa por receber 2026 com clássicos familiares. O programa contrapôs compositores franceses como Bizet, Saint-Saëns e Delibes a valsas e polcas vienenses da família Strauss e de Franz von Suppé. Gumí descreveu-o como um evento inadequado para experiências ousadas, dadas as expectativas do público, mas incluiu uma pequena surpresa: a estreia mundial do seu Vals del Valira.

Nomeado no início de 2020, em plena pandemia, Gumí disse que a crise obrigou a orquestra a reinventar-se, focando-se no talento e na herança andorrana. Expressou orgulho em "andorranizar" a ONCA, criando o que chamou de "Seleção Nacional Andorrana de Músicos", conforme a tarefa do conselho de administração. Isso envolveu promover intérpretes locais, desenvolver um reportório de música clássica andorrana e expandir o outreach educativo a crianças e jovens.

Gumí entregará a direção artística ao andorrano Joan Anton Rechi, uma decisão que acordaram para garantir liderança local. Elogiou Rechi como um excelente gestor capaz de implementar ideias como um ciclo de concertos estável que lhe escapou. Apesar de se afastar da gestão para se concentrar nas suas composições — incluindo uma recente estreia de ópera no Liceu de Barcelona e outra encomenda para a Alemanha —, Gumí planeia manter-se envolvido na ONCA, trabalhando de perto com Rechi em projetos chave.

O diretor cessante acredita que o seu mandato aproximou a orquestra dos cidadãos e instituições andorranas, ao mesmo tempo que lançou as bases para a promover no estrangeiro. Frequentes assistentes notaram a execução polida do evento, deixando Gumí, segundo todos os relatos, com um forte sentido de realização.

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