Albert Gumí dirige concerto de Ano Novo andorrano com tema Paris-Viena
O evento de quinta-feira no Centro de Congressos de Andorra la Vella apresenta obras francesas de Bizet, Saint-Saëns e Delibes ao lado de clássicos da família Strauss, misturando tradição com refinamento fresco para uma experiência familiar mas enriquecedora.
Pontos-chave
- Concerto quinta-feira às 19h no Centro de Congressos devido a renovações no auditório, com melhor acústica e capacidade.
- Programa viaja de Paris a Viena: Bizet, Saint-Saëns, Delibes vs. Suppé e família Strauss.
- Gumí adapta ao público para familiaridade e emoção, defende mestria do reportório 'popular'.
- Peças familiares evocam memórias pessoais; obras leves defendidas por Karajan, Abbado.
Albert Gumí voltará a dirigir o ensemble andorrano no concerto tradicional de Ano Novo, esta quinta-feira às 19h, com o tema "Paris-Viena" e realizado no Centro de Congressos de Andorra la Vella devido às obras de renovação no Auditório Nacional.
O programa propõe uma viagem musical entre dois centros criativos chave do século XIX, Paris e Viena, cujas influências moldaram o reportório dessa era. A parte francesa inclui obras de Georges Bizet, Camille Saint-Saëns e Léo Delibes, enquanto o lado austríaco apresenta peças de Franz von Suppé e, inevitavelmente, da família Strauss.
Gumí explicou a sua abordagem à programação: adapta as seleções à natureza do evento e ao público. "O concerto de Ano Novo tem características muito especiais — não se destina a abrir novos caminhos", disse. Para evitar previsibilidade, o ensemble mantém um núcleo tradicional introduzindo elementos frescos. Este ano, a música francesa dá o toque distintivo, trazendo uma luz e refinamento próprios que contrastam com as valsas e polcas, enriquecendo assim o alinhamento.
A familiaridade do público potencia a experiência, notou Gumí. Quando os ouvintes reconhecem peças ligadas às suas memórias emocionais, torna-se mais do que escutar — é uma reconexão com momentos vividos.
Abordando a perceção do reportório como meramente "popular", Gumí contrapôs: a popularidade não equivale a menor qualidade. Citou as obras de Strauss como excepcionalmente bem elaboradas, capazes de evocar emoções positivas apesar de não terem profundidade filosófica. Maestros conceituados como Herbert von Karajan, Claudio Abbado e Carlos Kleiber defenderam tal música, reconhecendo o seu alto calibre. "Nem tudo precisa de composições densas; há espaço para peças aparentemente mais leves, mas executadas com mestria", acrescentou.
A mudança para o Centro de Congressos oferece vantagens, incluindo melhor acústica e maior capacidade em comparação com o Auditório Nacional. "Cada sala tem as suas condições — é preciso lê-las e tirar o melhor partido delas", disse Gumí.
Fontes originais
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