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Cultura·

Freguesias de Andorra Encerram Carnaval com Julgamentos Satíricos sobre Habitação e Política

Queimas tradicionais da efígie do rei carnestoltes por Andorra incluíram sátira afiada sobre falta de habitação, problemas urbanos e política, com uma delas.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraAltaveuBon DiaARA

Pontos-chave

  • Ordino levou o Judici interior: sátira a trânsito de râguebi, casas minúsculas e 'quarentões' em casa pela crise habitacional.
  • Canillo com julgamento público e botifarrada para centenas, terminando na queima do rei carnestoltes.
  • Andorra la Vella satirizou rendas, torres, influencers e erosão do catalão nos nomes das lojas.
  • Efígie de Encamp com bandeira israelita e tiros da Gaza provocou reação da comunidade judaica apesar da defesa como sátira.

As freguesias de Andorra concluíram a sua temporada de Carnaval com uma série de julgamentos simulados tradicionais e queimas da efígie do rei carnestoltes, apresentando sátira afiada sobre questões locais, desde a falta de habitação ao desenvolvimento urbano.

Em Ordino, o mau tempo obrigou o anual Judici dels Contrabandistes a decorrer no interior, no Andorra Congrés Centre Ordino. Os performers visaram as perturbações de trânsito dos eventos de râguebi, o entusiasmo temporário pelos Small States Games, casas minúsculas, o parque canino de Sornàs e adultos jovens na casa dos quarenta ainda a viver com os pais devido aos problemas de habitação. Um destaque foi um personagem satírico de Miguel Bosé, que parodiou o seu êxito "Amante Bandido" como "Amante de Ordino", queixando-se das encostas íngremes de Ordino e dos "inconvenientes" antes de anunciar uma mudança para Canillo — brincando que nada tinha a ver com evasão fiscal. Os organizadores da Associació de Cultura Popular d’Ordino, incluindo Maria Zorzano, prepararam novos sketches ao longo de três semanas de ensaios com 20 a 30 participantes. O evento terminou com a distribuição de guisado, seguida de danças infantis à tarde e chocolate quente.

Canillo celebrou o seu final no edifício da telecabina com centenas de participantes num julgamento público do rei carnestoltes. A quadrilla organizou o evento, que incluiu críticas locais e terminou com a queima da efígie e uma botifarrada que distribuiu 300 porções. O cònsol major Jordi Alcobé agradeceu a participação.

Andorra la Vella e Escaldes-Engordany realizaram a sua cerimónia, combinando danças dos esbarts de Andorra la Vella e Santa Anna com sátira sobre as filas na Rotonda para crepes, preços de rendas, torres de grande altura, influencers a trabalhar mais que os políticos, erosão do catalão nos nomes das lojas e tensões políticas. A efígie foi condenada "por nos fazer rir e chorar com rendas impossíveis", antes de ser queimada.

Em Encamp, um sketch separado provocou reação da comunidade judaica: a efígie do rei carnestoltes usava uma bandeira israelita na cabeça enquanto tiros simbolizavam o conflito na Gaza, visando Benjamin Netanyahu. Os organizadores esclareceram que se tratava de sátira política, não dirigida a qualquer religião ou povo, em linha com as tradições que parodiam figuras como Xavier Espot e a UE sem protestos prévios. O conselheiro da Cultura Joan Sans defendeu o formato como central nas festas da dança Ossa.

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