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Cultura·

Líder muçulmano de Andorra pede mesquita dedicada face ao crescimento da comunidade

Salih Salhi defende nova mesquita para os 2000 muçulmanos integrados em Andorra, citando instalações insuficientes, elevados custos imobiliários e.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • População muçulmana de ~2000, maioritariamente marroquina, profundamente integrada com muitos cidadãos andorranos.
  • Instalações atuais em Terravella e Baixa del Molí inadequadas, especialmente no Ramadão.
  • Elevados preços imobiliários bloqueiam expansão; comunidade autofinancia-se via contribuições.
  • Pedidos: mesquita como centro cultural, cemitério multiconfessional, melhor acesso consular.

Salih Salhi, presidente do Centro Cultural Islâmico de Andorra, apelou a uma mesquita dedicada para acolher a crescente comunidade muçulmana do Principado, que agora conta com cerca de 2000 pessoas.

Falando no centro em Terravella, Salhi descreveu o grupo como diverso, incluindo muçulmanos de Marrocos — o maior contingente —, Argélia, Tunísia, Síria, Senegal, Egito, Espanha e até nacionais andorranos. A comunidade abrange três gerações e aproxima-se de uma quarta, englobando famílias, jovens, crianças e idosos. «A maioria dos muçulmanos instalados aqui tem passaporte andorrano», disse, sublinhando a sua profunda integração na sociedade local.

As atuais instalações em Terravella e noutra em Baixa del Molí são insuficientes, particularmente durante o Ramadão, quando a afluência aumenta. «Às vezes, não conseguimos acomodar toda a gente», observou Salhi. Ele imagina uma nova mesquita que sirva não só para orações, mas também como centro cultural, social e educativo. Os elevados preços dos imóveis têm impedido esforços para obter um espaço ou terreno maior, e a comunidade cobre todos os custos de aluguer e operacionais através de contribuições mensais, sem recorrer até agora a apoios governamentais.

Salhi elogiou a abertura de Andorra e as boas relações com as autoridades. O governo e as comunas concedem rotineiramente acesso a pavilhões para grandes celebrações como o Eid al-Fitr e o Eid al-Adha, bem como ao matadouro para rituais de sacrifício. Controvérsias menores online, como debates sobre o hijab, surgem ocasionalmente, mas não refletem preconceito ao nível da rua. «Usar o véu é uma escolha livre — ninguém é forçado», enfatizou, apontando que visitantes de outros países contribuem para tais perceções.

A comunidade pediu há muito um cemitério multiconfessional, uma necessidade partilhada com a população judaica de Andorra, para permitir sepulturas locais. Durante a pandemia de COVID-19, muçulmanos andorranos com cidadania foram ainda transportados para Espanha ou França para sepultamento. «Andorra é o meu país, vivo ou morto», disse Salhi. «Porque hei de ser levado para outro lugar quando morrer? Quero ser enterrado perto da minha família.»

Ele defendeu também serviços consulares melhorados em Andorra para simplificar a burocracia aos muçulmanos não cidadãos, que atualmente viajam para Espanha ou França — enfrentando frequentemente atrasos devido a más condições rodoviárias. As gerações mais jovens nascidas localmente mostram laços culturais mais fortes, embora a observância religiosa varie. Salhi afirmou que praticar o Islão continua simples em Andorra, mesmo durante o jejum e as orações do Ramadão.

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Fontes originais

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