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Cultura·

Departamento do Património Cultural recupera obra litúrgica policromada do século XVIII entregue voluntariamente por particular

segunda recuperação do género em 2025.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Frontal de altar do século XVIII da Capela do Roser, perdido desde renovações dos anos 1950, recuperado por entrega voluntária.
  • Apresenta Nossa Senhora do Roser; bom estado com perdas policromadas menores, sujidade superficial, manchas de cera.
  • Identificado por foto antiga no Arquivo Nacional; motivos estêncil típicos andorranos em azul, vermelho, ocre, verde.
  • Segunda recuperação em 2025 após doação de cibório em junho; elogiado por responsabilidade cívica na proteção do património.

O Departamento do Património Cultural de Andorra recuperou um frontal de altar do século XVIII da Capela do Roser na igreja paroquial de Sant Iscle i Santa Victòria, em La Massana, uma peça litúrgica policromada considerada perdida desde meados do século XX. O Governo detalhou a recuperação num comunicado emitido na segunda-feira, referindo que um particular contactou as autoridades para reportar a posse do objeto e o entregou voluntariamente.

As autoridades confirmaram a origem do frontal — com uma representação central de Nossa Senhora do Roser — comparando-o com uma fotografia antiga guardada no Arquivo Nacional. A peça encontra-se em bom estado geral, com perdas ou descolamentos policromados limitados, embora apresente sujidade superficial significativa e várias manchas de cera que os restauradores tratarão. Típico da arte eclesiástica andorrana do século XVIII, utiliza motivos estêncil com contornos gravados em azul, vermelho, ocre-amarelo e verde sobre uma camada de fundo branco exposta.

Os frontais de altar originais da igreja, incluindo pelo menos quatro das suas capelas laterais, foram removidos durante obras de renovação no final da década de 1950 e substituídos por versões novas. O seu destino permaneceu desconhecido até esta recuperação. O departamento comprometeu-se a restaurar o frontal e a avaliar se o reinstalará no local original.

Trata-se da segunda recuperação do género em 2025. Em junho, as autoridades aceitaram um cibório da igreja paroquial de Sant Germà i Sant Julià, em Sant Julià de Lòria, através de um contrato formal de doação com outro particular. O objeto tinha sido passado pelo reitor da paróquia a um colaborador no final do século XX. O Ministério da Cultura, Juventude e Desporto aprovou a transferência devido ao seu valor cultural, permitindo a sua preservação, investigação e possível exposição.

Uma restauração abrangente em 2003 na igreja de La Massana removeu as substituições dos anos 1950 — feitas em painéis de urolite potencialmente tóxicos — e instalou versões em tecido com padrões de brocado.

Responsáveis governamentais elogiaram as ações dos doadores como demonstrações de responsabilidade cívica, sublinhando o seu papel na proteção do património cultural para estudo, conservação e gerações futuras.

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