Voltar ao inicio
Cultura·

Artista andorrano Àlex Rispal conclui residência na África do Sul com a exposição *What Holds?*

Àlex Rispal, apoiado por uma bolsa do governo andorrano, passou um mês em Swartland a produzir obras em quimigrama que combinam materiais locais com o seu estilo.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Rispal ganhou a única bolsa andorrana de 10 mil euros para residência em Swartland, produzindo *What Holds?* com quimigramas e elementos locais.
  • Técnica envolve impressão sem câmara em papel fotossensível, pintado com químicos e luz.
  • Inspirado em trabalho de estúdio com tema natural; residência promoveu crescimento pessoal e artístico.
  • Mudou-se para Madrid por melhores oportunidades; planeia retábulos em grande escala.

O artista andorrano Àlex Rispal concluiu recentemente uma residência de um mês em Swartland, na África do Sul, financiada por uma bolsa do governo, onde produziu e exibiu nova obra sob o título *What Holds?*.

Rispal, que agora vive em Madrid, descreveu a residência como uma oportunidade para sair da sua zona de conforto. A sua prática explora distorções da realidade através da pintura, luz e materiais fotossensíveis, utilizando frequentemente uma técnica analógica sem câmara chamada quimigrama. Esta envolve impressão por contacto direto em papel fotossensível para captar silhuetas e texturas, seguida de pintura com químicos e fontes de luz locais.

A ideia da viagem surgiu enquanto trabalhava numa peça de tema natural no seu estúdio. «Cheguei a um ponto em que queria ir à fonte», disse ele. Ao ver no Instagram o aviso do governo andorrano para candidaturas a residências, candidatou-se e foi o único selecionado para a bolsa de 10 mil euros, que previa até 3300 euros por artista. Toda a produção ocorreu no local, combinando elementos naturais sul-africanos — como materiais locais para esculturas — com a sua abordagem experimental.

Rispal elogiou o resultado artístico, notando uma maturação significativa no seu trabalho e crescimento pessoal com a experiência. Localmente, a exposição atraiu interesse apesar dos desafios: a cena artística orgânica da África do Sul por vezes teve dificuldade em compreender os seus métodos abstractos.

Embora reconheça várias residências institucionais no estrangeiro, Rispal aponta orçamentos limitados para artistas andorranos. Mudou-se para Madrid há quatro anos por razões profissionais, sentindo-se limitado como fotógrafo em Andorra. A cidade ofereceu maior visibilidade e acesso ao mercado de arte, permitindo-lhe concentrar-se em projectos criativos.

Olhando para o futuro, Rispal está a desenvolver retábulos eclesiásticos contemporâneos em grande escala, entre outros projectos.

Partilhar o artigo via