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Cultura·

Auditori Nacional d'Andorra reabre após renovação de 1,3 milhões de euros

Espaço icónico de Ordino reabre como sede permanente da ONCA e Escena Nacional após melhorias extensas em sustentabilidade, segurança e acessibilidade.

Sintetizado a partir de:
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Pontos-chave

  • Renovações custaram 1,308 milhões de euros, financiadas pelo Ministério do Território; incluíram sistemas aerotérmicos, iluminação LED, escadas de segurança e melhorias de acessibilidade.
  • Sede permanente da ONCA sob novo diretor Joan Anton Rechi e Escena Nacional; ministério encerra a sua própria temporada de concertos.
  • Reabertura com concertos gratuitos: *Entor* dos Kic Barroc e *El amor brujo* dos ClassicAND com Carmen Linares.
  • Próximos eventos temáticos sobre convivência, tecnologia-humanidade e planeta frágil, entre 237 eventos culturais nacionais em 2025.

O Auditori Nacional d'Andorra, em Ordino, reabriu ontem após 12 meses de obras de renovação no valor de 1,308 milhões de euros, financiadas pelo Ministério do Território e Urbanismo. O espaço serve agora como sede permanente da Orquestra Nacional Clàssica d'Andorra (ONCA) e da Escena Nacional d'Andorra, marcando o fim da própria temporada de concertos do Ministério da Cultura.

A ministra da Cultura, Mònica Bonell, descreveu as obras como essenciais após 30 anos de uso intensivo, considerando-as um investimento para garantir a viabilidade a longo prazo. O projeto, anunciado em outubro de 2023 e iniciado em fevereiro de 2024, decorreu em duas fases, visando a sustentabilidade, segurança, acessibilidade e sistemas técnicos. As melhorias incluem um novo sistema aerotérmico de aquecimento e arrefecimento, iluminação LED completa, infraestruturas elétricas modernizadas, maquinaria de palco, controlo remoto de domótica e ventilação restaurada. As medidas de segurança adicionaram uma escada exterior de evacuação do segundo andar até ao Jardí dels Boixos, extração melhorada de fumo, cortinas de incêndio e sistemas anti-fogo. As reparações estruturais corrigiram humidade, decomposição de madeira e infiltrações, enquanto os interiores receberam pintura nova, camarins melhorados com mobiliário novo, sinalética aprimorada e lugares para cadeiras de rodas na primeira fila, criados com a remoção de uma fila de assentos. As alterações exteriores incluem pavimento renovado, pilares para restringir veículos e telhado reimpermeabilizado para cumprir normas de acessibilidade.

A reabertura contou com concertos inaugurais gratuitos: os Kic Barroc apresentaram o álbum *Entor* — com abordagens jazz às paisagens andorranas — a 27 de fevereiro, seguidos do lançamento dos ClassicAND a 28 de fevereiro, onde Carmen Linares se juntou à ONCA sob a direção de Josep Caballé Domenech para *El amor brujo*, em homenagem ao 150.º aniversário do nascimento de Manuel de Falla.

O novo diretor artístico da ONCA, Joan Anton Rechi, encenador e fundador dos ClassicAND, descreveu o seu nomeação como uma surpresa, mas uma honra para uma das instituições culturais mais emblemáticas de Andorra. Pretende combinar a projeção internacional fundacional com o enraizamento local recente, lançando uma temporada de setembro a junho com concertos mensais. Rechi descreveu a mini-temporada inicial até junho — saltando maio para os ClassicAND — como "experiências" imersivas que refletem as exigências do público na era digital, provocando reflexão sobre questões modernas. Os eventos temáticos incluem "Convivència i projecte compartit" a 13 de março, liderado por Chanmin Chun; "Tecnologia i humanitat" a 18 de abril, com Jhoanna Sierralta; e "Planeta fràgil" a 20 de junho nos jardins, sob Diego Martín Etxebarria.

Bonell referiu que o encerramento de 12 meses permitiu repensar a programação num calendário sobrecarregado — 237 eventos culturais nacionais em 2025, cerca de 30 em slots potenciais sobrepostos apesar da ausência do espaço. A temporada do ministério, com uma década de existência para preencher lacunas, vai terminar, com os recursos redirecionados para apoio a artistas, subsídios, parcerias FESTAC e Xarranca, acordos com a Institució de les Lletres Catalanes, Literland e ciclos em museus e monumentos como Canya e Nits d'estiu. "A temporada desaparece, mas não a música", disse ela.

O diretor de Ação Cultural, Joan Marc Joval, sublinhou que as intervenções profundas foram além do cosmético, atingindo o núcleo do edifício, garantindo durabilidade geracional ao mesmo tempo que mantém apoio a Jambo Street Music, Festival de Música Antiga dels Pirineus e ClassicAND. Francesca Ros, da Fundació Creand, elogiou o diretor cessante Albert Gumí pelo renascimento de seis anos, ligações nacionais e outreach à juventude; regressará como maestro convidado. A Escena Nacional usará o espaço para ensaios, criação e espetáculos.

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