Voltar ao inicio
Cultura·

BiciLab de Andorra Expande Biblioteca de Ciclismo para Mais de 50 Títulos com Antologia de Bicicletas

BiciLab em Andorra amplia a sua coleção de cultura ciclística com *El Gran Libro de las Bicicletas*, que apresenta mais de 50 histórias de H.G.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Nova antologia compila mais de 50 histórias centradas na bicicleta de autores como Wells, Huxley, Lorca e Nabokov, organizadas por temas.
  • Inclui histórias políticas: origens do Tour de France, Guerra Civil Espanhola, deserção da Alemanha de Leste, dificuldades iniciais do Giro.
  • Explora 'ciclosofia' através de *Sócrates en bicicleta* de Guillaume Martin, ligando pedalada a transe filosófico.
  • Tem em stock revistas como *Volata* e recriações como a Volta a Catalunya de 1909 em bicicleta de engrenagem fixa.

A biblioteca do BiciLab em Andorra expandiu-se para mais de 50 títulos dedicados à cultura ciclística, com a mais recente adição a ser *El Gran Libro de las Bicicletas*, uma antologia editada por Lucía Barahona que compila mais de 50 histórias em que a bicicleta é a personagem central.

O diretor do BiciLab, Edu Tarrés, destacou a diversidade da coleção durante uma recente apresentação. Abrangendo autores desde o século XIX em diante — incluindo H.G. Wells, Aldous Huxley, Federico García Lorca, Colette, Mark Twain, Henry Miller, Vladimir Nabokov, Edith Wharton e Alfred Jarry —, o livro organiza as histórias em secções temáticas como bicicletas rurais, dias de corrida, ciclismo feminino, bicicletas fantásticas, passeios urbanos, cicloturismo e memórias de infância. Um capítulo destacado associa bicicletas a filmes, enquanto a antologia inclui um toque local: um excerto do romance autoficcional de estreia de Txema Díaz-Torrent, *Xarnego*. Nele, o jovem protagonista recorda quedas de bicicleta no verão em Caniles, Granada, onde os amigos competiam pelas cicatrizes mais impressionantes e limpavam as feridas com urina — um rito de passagem que evoca a sobrevivência darwiniana entre rapazes.

Tarrés salientou o apelo mais amplo da biblioteca, misturando ficção com "ciclosofia". O ciclista profissional e filósofo francês Guillaume Martin explora isto em *Sócrates en bicicleta*, ligando o movimento rítmico da bicicleta a um estado de transe que desperta reflexões inesperadas — familiar a qualquer ciclista de turismo.

As histórias políticas abundam também. *Un segle costa amunt*, de Ramon Usall, traça o papel do ciclismo em eventos como o Caso Dreyfus (que deu origem ao Tour de France), a independência irlandesa, a Guerra Civil Espanhola, a Resistência Francesa e Maio de 1968. *La carrera contra la Stasi*, de Herbie Sykes, relata a deserção do campeão alemão de Leste Dieter Wiedemann nos anos 1960, após se apaixonar por uma alemã ocidental, escapando à polícia secreta. *Cómo ganar el Giro bebiendo sangre de buey*, de Ander Izagirre, detalha os ciclistas iniciais do Giro d'Italia a suportar etapas de 15 horas e a recuperar com bebidas de sangue de boi.

Os fãs de corridas encontrarão crónicas como *Periquismo*, de Marcos Pereda, que perfila o fogoso ciclista espanhol dos anos 1980, e *Gregario*, de Charly Wegelius, um relato cru de gregários — a maioria que trabalha sem glória, espelhando dinâmicas de poder sociais.

A coleção inclui também três revistas: *Volata* (uma pedra angular cultural comparável à *Panenka* do futebol), e as gratuitas *Ciclosfera* e *Nafent*. Um destaque mantém-se como *Catalunya a pinyó fix*, de Josep Pernau, que recria a Volta a Catalunya de 1909 numa bicicleta de engrenagem fixa Clément de 1900, agora exposta no BiciLab.

Tarrés enfatizou como esta ciclobibliografia negligenciada prova o estatuto da bicicleta como tema literário de primeira ordem.

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: