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Cultura·

Brigitte Bardot morre aos 91 anos, recordada no Andorra pelo ativismo no abrigo de cães

Lenda do cinema francês e ícone dos direitos dos animais Brigitte Bardot faleceu no domingo, provocando tributos no Andorra pela sua intervenção decisiva em 1999 que.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Em 1999, o Andorra abateu ~50 cães no abrigo sobrelotado de La Comella, levando à carta indignada de Bardot a ameaçar campanha mediática.
  • A sua intervenção, apoiada por ativistas locais, levou a reformas governamentais, novos grupos como Laika e melhores instalações.
  • Bardot brilhou em filmes icónicos como *And God Created Woman* antes de se dedicar aos direitos dos animais a partir de 1970.
  • Manteve-se ativa nas causas até à morte, apesar de controvérsias com apoios políticos e declarações inflamatórias.

Ícone do cinema francês e ativista dos direitos dos animais Brigitte Bardot morreu no domingo aos 91 anos, provocando tributos no Andorra pelo seu papel na denúncia das condições deploráveis no abrigo de cães do país há duas décadas.

No início de 1999, em meio a uma grave sobrelotação na instalação de La Comella, as autoridades abateram cerca de 50 cães, incluindo 15 fuzilados. O incidente chegou a Bardot, que na altura liderava a sua fundação homónima e era uma voz proeminente contra a crueldade animal. Enviou uma carta duramente criticada ao então Ministro da Agricultura Olga Adellach, classificando os abates como «repugnantes e inaceitáveis». Bardot ameaçou lançar uma campanha mediática internacional que poderia «manchar seriamente» a imagem do Andorra, instando o governo a garantir cuidados humanos aos animais sobreviventes e a parar novos abates.

Ativistas locais, conhecedores da sua advocacia, haviam-na contactado para apoio. A sua carta assinada integrou um dossier a criticar a administração, o que ajudou a impulsionar reformas. As autoridades apoiaram em breve grupos emergentes como Laika e transferiram o abrigo para melhores instalações.

Bardot havia transitado da fama dos anos 1950-1960 — com papéis em filmes de culto como *And God Created Woman* (1956), *The Truth* (1960) e *Contempt* (1963) — para o ativismo a tempo inteiro. Deixou a representação antes dos 40 anos, embora a sua voz sensual no single de 1967 *Je t'aime... moi non plus*, originalmente com o ex-parceiro Serge Gainsbourg, perdurasse na memória pública. A partir de 1970, militou globalmente, incluindo contra a caça à foca no Canadá, com foco nos cães.

Manteve-se ativa nas causas animais até ao fim, apesar de controvérsias posteriores pelo apoio a figuras de extrema-direita como Jean-Marie Le Pen e a filha Marine, elogios a Vladimir Putin, e declarações vistas como racistas, islamofóbicas, homofóbicas e antifeministas.

Não há mais comentários de Bardot sobre o Andorra após as melhorias no abrigo.

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