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Cultura·

Carles Sans revive espetáculo a solo 'Por Fin Solo' na Andorra

O veterano comediante de mímica partilha 40 anos de anedotas do El Tricicle num espetáculo de sucesso que atraiu 160 mil espetadores em 380 atuações.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • *Por fin solo* tem 380 espetáculos, 160 mil espetadores, superando expectativas.
  • Partilha histórias reais como peripécias no Japão e superação do medo de voar.
  • Transição da mímica para a fala foi desafiante mas bem-sucedida; sequela planeada.
  • Nota que o humor é mais difícil hoje devido às redes sociais que reduzem a surpresa.

Carles Sans, o veterano comediante conhecido pelas suas décadas com o trio de mímica El Tricicle, trouxe o seu espetáculo a solo *Por fin solo* de volta à Andorra, após uma digressão discreta pelo país durante a pandemia. O espetáculo entrelaça anedotas pessoais da sua carreira de 40 anos, combinando monólogo com a expressividade física que definiu o El Tricicle.

No espetáculo, Sans relata histórias reais e loucas, como a vez em que a atuação deles se perdeu na tradução no Japão ou as peripécias que fez em aviões para superar o medo de voar. Após o fim do El Tricicle, sabia que queria voltar ao palco, mas reconheceu que o grupo era insubstituível. «Não tive escolha senão falar», disse, acrescentando que, após 40 anos de silêncio, parecia certo — embora sempre acompanhado de gestos, evocando memórias do trio para muitos fãs.

Quase quatro anos depois, *Por fin solo* atraiu 160 mil espetadores em 380 atuações, superando as expectativas de Sans. Encontrar um novo caminho foi desafiante, notou, pois o público resiste a mudanças de imagem no final de uma carreira. No entanto, a transição provou ser um sucesso, levando-o a preparar uma sequela focada em histórias ainda mais pessoais. Um vereador chegou a cronometrar as gargalhadas num espetáculo, registando quatro a cinco risos por minuto — uma façanha que Sans atribui ao ofício e à intuição afiados ao longo de uma vida.

Reflectindo sobre a era do El Tricicle, Sans chamou-lhe «maravilhosa». Desde o início, o grupo ofereceu exatamente o que o público queria: teatro sem palavras, gestual, com temas acessíveis como filmes de terror ou desporto que qualquer um podia seguir. Criaram um «género Tricicle» único, disse ele.

No mundo actual dominado pelas redes sociais, Sans acredita que o humor se torna mais difícil, pois se baseia na surpresa. «É cada vez mais difícil espantar as pessoas», observou. Ainda assim, não consegue imaginar a vida fora do palco — mesmo na reforma, planeia manter-se ligado a fazer rir os outros, a sua verdadeira vocação.

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