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Cultura·

Centenário da morte súbita do cardeal Joan Benlloch i Vivó

Comemoração dos 100 anos desde a morte inesperada, aos 61 anos, em Madrid, do influente bispo de Urgell, que transformou Andorra e os Pirenéus.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Morreu a 14 fev 1926 aos 61 anos em Madrid de doença prolongada, cancelando viagem real.
  • Liderou Diocese de Urgell 1906-1919, influenciando estradas, quartéis, basílica e obras do rio Segre.
  • Obteve em 1908 reduções aduaneiras espanholas para Andorra e extensão de linhas de telégrafo.
  • Impulsionou Instituto Obrero, cooperativas, escolas e festas; funeral atraiu milhares.

Esta semana assinala-se o centenário da morte inesperada do cardeal Joan Benlloch i Vivó, figura chave na transformação de Andorra e dos Pirenéus no século XX.

O cardeal nascido na Valência, descrito como um dos bispos mais proeminentes de Espanha, morreu aos 61 anos no domingo, 14 de fevereiro de 1926, às 15h45, em Madrid. Apesar de uma doença prolongada que causava desconforto mas não era considerada mortal, faleceu na casa de familiares, a família Gallego, na central Calle de Atocha. Havia cancelado uma viagem planeada a Málaga para se juntar ao rei Afonso XIII na comemoração da chegada dos aviadores espanhóis à Argentina a bordo do *Plus Ultra*, por conselho médico.

A notícia chegou ao Cabido da Catedral em La Seu d'Urgell por telégrafo poucas horas depois, levando ao toque dos sinos conforme a tradição diocesana de longa data. A perda chocou profundamente os locais, ofuscando as celebrações de Carnaval.

Benlloch liderou a Diocese de Urgell de 1906 a 1919, quase 13 anos que deixaram marcas duradouras nas comunidades desde Térmens aos vales de Andorra, Pallars e Cerdanya. Contemporâneos notaram que a sua influência perdurou nas estradas de Basella a Manresa, La Seu d'Urgell a Andorra e Puigcerdà, nos quartéis militares, na catedral-basílica e nas obras do rio Segre.

A sua advocacia política garantiu infraestruturas chave: em junho de 1908, obteve do governo espanhol reduções nas taxas aduaneiras sobre produtos andorranos e a extensão das linhas de telégrafo aos vales. Socialmente, impulsionou o *Instituto Obrero* — uma união de agricultores, caixa de poupanças e centro de apoio aos trabalhadores — juntamente com cooperativas, fundos de pensões para a velhice, mutualidades escolares, círculos católicos, escolas piaristas e cristãs. Organizou também grandes festas calasâncias em La Seu d'Urgell.

Na quinta-feira, 18 de fevereiro de 1926 — o dia após a Quarta-Feira de Cinzas —, uma catedral repleta acolheu uma missa fúnebre solene às 10h pelo cardeal, antigo bispo de Urgell e arcebispo de Burgos. Líderes civis, militares e eclesiásticos juntaram-se a milhares de La Seu d'Urgell e áreas circundantes para prestar últimas homenagens a este filho adotivo das terras de Urgell e Andorra, cujo legado remodelou os Pirenéus mesmo após a sua transferência para Burgos.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: