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Cultura·

Concerto da ONCA Celebra a Constituição de Andorra com Harmonia Orquestral

Evento da Fundació ONCA usa música de Britten, Pärt e Shostakovich para simbolizar coesão social e valores constitucionais partilhados no Dia da Constituição.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Programa concebido em torno dos princípios da Constituição, comparando harmonia orquestral à coesão social.
  • Obras de Pärt (homenagem aos atentados de Madrid), Shostakovich (antifascismo), Britten, Barber e Tchaikovsky.
  • Diretor artístico Joan Anton Rechi: «Juntos somos mais fortes sob as regras da Constituição».
  • Diretor musical Antonio Planelles Gallego descreve-o como mensagem de paz e bem-estar.

A Fundació ONCA celebrou o Dia da Constituição de Andorra com um concerto intitulado *Constitució: convivència i projecte compartit*, utilizando música orquestral para simbolizar a vida em comunidade e valores partilhados.

O diretor artístico Joan Anton Rechi concebeu o programa em torno dos princípios fundamentais da Constituição, traçando paralelos entre a harmonia de uma orquestra e a coesão social. «Uma orquestra exemplifica claramente a sociedade — um grupo de indivíduos que se unem para criar algo maior, todos a puxar na mesma direção. É um modelo forte para a vida em comunidade no quadro da Constituição», disse Rechi.

A atuação incluiu obras de compositores como Benjamin Britten, Arvo Pärt, Dmitri Shostakovich, Samuel Barber e Piotr Ilitch Tchaikovski, cada uma ligada a temas sociais ou políticos. Abriu com a peça de Pärt, encomendada por Jordi Savall em homenagem aos atentados de Madrid, definindo um tom de reflexão misturado com esperança. Rechi enfatizou uma perspetiva otimista, visando recordar ao público a sua força coletiva. «Juntos somos mais fortes, vivendo sob o guarda-chuva da Constituição — as regras que guiam a nossa convivência. Devemos celebrar esta comunidade e o documento que nos une», acrescentou.

O diretor musical Antonio Planelles Gallego descreveu o evento como um apelo à paz tecido em cada seleção. A Sinfonia de Câmara de Shostakovich, por exemplo, homenageia as vítimas do fascismo e da guerra. «A paz não é apenas a ausência de conflito ou violência; é a presença de bem-estar», observou Planelles Gallego.

O concerto destacou valores partilhados, instando os ouvintes a valorizar a unidade e o papel da Constituição na promoção de uma sociedade pacífica.

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