Diretor de Coro Andorrano Luta Contra Declínio em Meio de Concertos de Natal e Império da Música Fúnebre
Xavier Martín dirige coros em La Massana e Encamp para atuações natalícias tradicionais, enfrentando falta de cantores, e gere um negócio.
Pontos-chave
- Dirige os coros Sant Antoni e Sant Miquel há 24 e 13 anos, misturando vilancicos como Adeste fideles com canções modernas no Natal e Missa de Meio da Noite.
- Nota declínio generalizado dos coros na Andorra: menos cantores e público devido a distrações digitais, ao contrário de há 50 anos.
- Carreira começou por acaso após estudos nos EUA; chegou a gerir 14 coros.
- Gere negócio de música fúnebre há 15 anos para mais de 50 000 sepulturas, com anedotas de brigas familiares.
Xavier Martín dirige os coros Sant Antoni e Sant Miquel de La Massana e Encamp, que atuam em concertos de Natal esta semana como parte de uma longa tradição local.
Martín lidera o coro de La Massana há 24 anos e o grupo de Encamp há 13. Os programas misturam canções tradicionais como *Adeste fideles* e *L’àngel i els pastors* com temas modernos, incluindo um de Dausà. Os coros também atuam na Missa de Meio da Noite.
Ele destaca os desafios que enfrentam os coros tradicionais em toda a Andorra, incluindo a diminuição de cantores e público. «Não é só em La Massana ou Encamp — até diretores de grupos como o Orfeó enfrentam os mesmos problemas», disse Martín. Atrair jovens é difícil, pois as distrações digitais os mantêm no sofá em casa em vez de irem a eventos. Contrastou isto com a vida há 50 anos, quando os coros dominavam as atividades comunitárias.
A carreira de Martín começou de forma inesperada após estudos nos EUA. Começou a acompanhar cantores a solo ao piano, só para se ver a dirigir um coro completo quando um grupo exagerou nas suas necessidades. Em poucos anos, geriu 14 coros simultaneamente.
Há 15 anos, gere também um negócio que fornece música ao vivo em funerais nos tanatoris da Andorra, organizando serviços para mais de 50 000 sepulturas. A ideia veio através de contactos de coro: um cantor conhecia um padre que tratava cerimónias num tanatori e convidou Martín a organizar a música.
Recolheu inúmeras anedotas destes eventos, suficientes para um livro. As famílias chegam por vezes com conflitos profundos, testando a solenidade da ocasião. Num caso, os familiares apareceram com sacos de farinha e ovos, levando a uma briga caótica durante a cerimónia — raparigas a puxar cabelos, um idoso a brandir um pau. «E histórias assim, algumas trágicas, contam-se por milhares», notou Martín.
Fontes originais
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