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Cultura·

Encamp inaugura exposição permanente sobre festival de ursos da UNESCO em meio a Carnaval satírico

Freguesia de Encamp lança painéis ao ar livre sobre a tradição pirenaica do Ball de l’Ossa antes de eventos de Carnaval com sátira a habitação local.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Exposição permanente 'El ball de l’Ossa, Patrimoni de la Humanitat' com cinco painéis sobre origens, significado e locais do festival.
  • Reconhecido pela UNESCO em 2022; inclui vídeos, canções e arquivos ligados por QR.
  • Sátira do Carnaval visou desigualdades habitacionais, obras rodoviárias, rivalidades entre freguesias e conflito Israel-Palestina, gerando críticas.
  • Eventos com desfile de ursos, esquetes, braço-de-ferro e lanches caóticos para cerca de 100 locais.

A freguesia de Encamp lançou uma exposição permanente ao ar livre sobre o Ball de l’Ossa, o seu festival de ursos dos Pirenéus classificado pela UNESCO, antes das atuações de Carnaval deste ano que incluíram sátira incisiva sobre questões locais e nacionais.

O vereador da Cultura, Juventude e Infância, Joan Sans, inaugurou *El ball de l’Ossa, Patrimoni de la Humanitat* na segunda-feira. A primeira fase apresenta cinco painéis de duas faces no centro da freguesia, cobrindo as origens do festival, o desenvolvimento, a importância cultural, as ligações a tradições pirenaicas semelhantes e locais com nomes de «ossa». Códigos QR ligam a extras digitais como vídeos, canções tradicionais e materiais da Casa Comuna e do Arquivo Nacional, curados pelo Departamento da Cultura. Atualizações futuras adicionarão conteúdo multilingue para residentes e visitantes.

Sans descreveu a iniciativa como essencial para preservar uma tradição reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial em 2022. «Um dos compromissos da comuna de Encamp tem sido manter viva esta tradição e aproximá-la das pessoas», disse, destacando a seleção cuidadosa de itens de arquivo para realçar a sua história e ligações regionais. Defendeu também a sátira do Carnaval como um elemento central e de longa data ligado às costumes pré-Quaresma, frequentemente a criticar a política da freguesia e nacional.

A exposição precedeu os eventos de sábado e o principal espetáculo de Ball de l’Ossa de segunda-feira no parque de estacionamento de Prat de l’Areny, organizado pela Comissão de Festas. Um desfile desde a Plaça Sant Miquel trouxe quatro ursos da atuação *Óssos del Pirineu* da Tutatis Produccions, liderados pela Ho Peta Street Band. Cerca de 50 espetadores — maioritariamente turistas de esqui confusos — viram os ursos cercarem o seu autocarro.

Cerca de 100 locais reuniram-se no parque de estacionamento após a chuva inicial passar, divertindo-se com esquetes a gozar as barreiras à habitação para jovens andorranos face ao acesso mais fácil para expatriados e investidores; o «creper de la rotonda» pela grosseria e alegado viés catalão, com alusões a «insultos» mais baratos em Encamp; obras rodoviárias intermináveis como «fantasmas do passado, presente e futuro»; boias V16; rotundas; e um centro de alto rendimento proposto em terreno disputado. Rivalidades entre freguesias manifestaram-se num braço-de-ferro entre sósias da Cònsol Major Laura Mas e da vereadora da oposição Marta Pujol — a figura de Mas venceu — seguido de estalos realistas das suas versões «Rapidand». Outros momentos incluíram um jogo «Passapalaura» a apontar aos vereadores, lanches caóticos com ovos, farinha, chouriços, kebab e frango do Bar Granada, uma homenagem à veterana do Carnaval de Juana, e a designação do único pinheiro do palco como «3.14» (pi).

Uma breve condenação das ações de Israel na Palestina, exigindo a prisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mereceu aplausos. Isso seguiu críticas da comunidade judaica a um esboço de sábado no Carnaval que mostrava uma figura de rei com uma bandeira israelita na cabeça, alvejada para simbolizar Gaza. A Comissão de Festas emitiu um comunicado a esclarecer que a sátira visava o conflito político, não qualquer religião ou povo, e usou tropos fictícios do Carnaval sem endosso institucional.

A «morte» do urso encerrou o evento de segunda-feira com uma dança em círculo e a canção a gozar o «Senyor Ramon.»

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