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Cultura·

Escaldes-Engordany quer reorientar Espai Caldes para arte moderna após saída do Thyssen

Vereador da Cultura Valentí Closa propõe direcionar Espai Caldes para arte contemporânea após partida do museu Thyssen, defendendo equilíbrio.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaDiari d'AndorraAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Saída do Thyssen cria oportunidade para refocalizar Espai Caldes em arte moderna/contemporânea.
  • Inquéritos turísticos aumentaram apesar da relocalização, segundo análise de dados de uma década.
  • Custos crescentes com pessoal, seguros e prémios exigem uso prudente de fundos públicos.
  • Sem decisões sobre antigo local do Thyssen; aberto a colaborações com aprovação comunal.

Valentí Closa, vereador da Cultura de Escaldes-Engordany, defendeu a reorientação do Espai Caldes para arte moderna e contemporânea após a saída do museu Thyssen da paróquia, sublinhando a importância de pesar os investimentos culturais face às despesas operacionais crescentes.

Falando no sábado no tradicional evento de escudella de Sant Antoni da paróquia, Closa descreveu a saída do Thyssen como uma oportunidade para repensar o espaço e estabelecê-lo como a principal atração cultural na parte alta da paróquia. Defendeu «apostar claramente» numa orientação cultural moderna para manter o dinamismo da zona, citando a recente análise de dados do posto de turismo dos últimos dez anos. Apesar dos receios iniciais de queda de visitantes após a relocalização do local icónico, os registos mostraram um aumento de inquéritos e um forte interesse pelo Espai Caldes, confirmando a vitalidade da zona desde a área da escultura de Balmaseda até Caldes.

Closa reconheceu o papel passado do Thyssen num «triângulo» chave com o CAEE e o Espai Caldes, afirmando que a paróquia teve «sorte» em acolher obras raramente vistas. No entanto, sublinhou que o financiamento público para a cultura deve ter em conta os custos crescentes, incluindo curadores, pessoal permanente, seguros do espaço e prémios das obras de arte, que dispararam nos últimos 10 a 15 anos. Com o Espai Caldes e o CAEE a fornecerem já espaço expositivo suficiente, argumentou que não há necessidade premente de mais galerias.

Sobre o antigo local do Thyssen no porão do velho Hostal Valira — anteriormente arrendado pela paróquia —, Closa disse que não foram tomadas decisões. As discussões com a consellera da Cultura prosseguem, mas os termos do arrendamento teriam de ser renegociados. O ministério da Cultura vê-o para coleções pictóricas privadas, e a paróquia mantém-se aberta a colaborações, desde que os projetos obtenham aprovação comunal. «Tudo está em cima da mesa», observou, à espera de comunicação formal.

Closa destacou o compromisso cultural de longa data da paróquia, incluindo sob a antiga consellera Gili, mas enfatizou a necessidade de avaliar custos face a retornos para evitar expansões precipitadas.

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