Celebrant Marilyn 1926-2026: Exposição do CAEE Celebra Centenário de Monroe
Mostra curada traça a sua jornada de Norma Jeane a ícone cultural, com fotos, cartazes, réplica do vestido Travilla e reinterpretações artísticas modernas até 13 de junho.
Pontos-chave
- Mais de 300 itens da coleção de José Luis Rupérez, incluindo fotos, cartazes e réplica de vestido Travilla.
- Organizada em três fases: emergência artística, ascensão na cultura pop, estatuto mítico pós-morte em 1962.
- Inclui reinterpretações artísticas de Warhol, Sherman, LaChapelle, questionando controlo da imagem.
- Eventos: conversas sobre moda, ateliers literários, sessões de *Niagara*, *Blondes*, *Hot*, atividades para crianças.
O Centre d’Art d’Escaldes-Engordany (CAEE) inaugurou *Celebrant Marilyn 1926-2026*, uma exposição que assinala o centenário do nascimento de Marilyn Monroe e explora a sua transformação de atriz de Hollywood em ícone cultural duradouro. Com mais de 300 itens — incluindo fotografias, cartazes, obras de arte e uma réplica do vestido de saco de batata desenhado pelo seu estilista favorito, William Travilla —, todas as peças provêm da coleção privada de José Luis Rupérez. Ele descreve-a como «o rosto mais representado dos últimos 70 anos — a Mona Lisa dos séculos XX e XXI».
Curada por Aurora Baena, a exposição organiza a história de Monroe — nascida Norma Jeane Mortenson (ou Baker) em Los Angeles em 1926 — em três fases: a sua emergência como artista, a ascensão como fenómeno da cultura pop e a elevação ao estatuto mítico. De origens humildes, incluindo tempo em orfanatos e lares de acolhimento após a institucionalização da mãe, trabalhou numa fábrica de paraquedas durante a Segunda Guerra Mundial. Descoberta ali em 1944, posou nua para o calendário *Golden Dreams* de Tom Kelley em 1949, que mais tarde causou escândalo e impulsionou a sua fama após *Asphalt Jungle* em 1951. Imagens iniciais de pin-up por fotógrafos como Earl Moran enfatizavam o seu corpo como objeto sexual, que ela tentou controlar enquanto lutava por papéis dramáticos em filmes como *Bus Stop*, *The Prince and the Showgirl*, *Niagara*, *Gentlemen Prefer Blondes* e *Some Like It Hot*. A sua carreira, de 1947 a 1962, incluiu casamentos com um namorado de bairro, a lenda do basebol Joe DiMaggio (durando nove meses) e o dramaturgo Arthur Miller, além de rumores de casos com John F. Kennedy e o seu irmão Robert. Demónios pessoais levaram à sua morte por overdose de barbitúricos em 1962, aos 36 anos, amplamente considerada suicídio apesar de teorias concorrentes. «O mito começou verdadeiramente com a tragédia», observou Baena.
A exposição muda o foco para reinterpretações artísticas, desde ênfases expressionistas na sua forma até obras posteriores que captam o calor humano do seu rosto, retratos serigrafados de Andy Warhol, críticas aos media de Cindy Sherman e provocações de David LaChapelle. Ao longo do tempo, a sua imagem abstraiu-se em traços assinatura — cabelo loiro, sinal, maquilhagem — desligados da mulher em si. Projetada para ser aberta, convida os visitantes a refletir se foi Monroe ou o sistema que prevaleceu, e se ela alguma vez controlou verdadeiramente a sua imagem. Baena chama-lhe «um novo tipo de mulher», a primeira atriz a procurar controlo sobre a sua imagem pública, embora esta a tenha consumido no final.
Acompanhando a exposição até ao fecho a 13 de junho, há eventos como uma conversa a 24 de março pela figurinista Anna Mangot sobre moda no cinema e lendas; um atelier literário a 4 de maio com a escritora Elena Aranda sobre Monroe ao lado de Sylvia Plath e Anaïs Nin; sessões de cinema de *Niagara* (5 de maio), *Gentlemen Prefer Blondes* (12 de maio) e *Some Like It Hot* (19 de maio); ateliers infantis *Marilyn en mil colors* a 21 de março e 18 de abril; além de visitas guiadas gratuitas e visitas noturnas.
Fontes originais
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