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Cultura·

Cantor andorrano Ian Moya reflete sobre saída da Eufòria e planos futuros

Ian Moya, de 18 anos, eliminado da Eufòria da TV catalã, elogia o treino intenso do programa como um 'mestrado' em performance e aponta para pop-dance.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Eliminado na quarta gala mas permanece vinculado contractualmente, fornecendo vocais de apoio.
  • Elogiou preparação intensa: ensaios de 12 horas, domínio rápido de coreografias como um 'mestrado'.
  • Estreia com 'Alors on danse'; final 'Mon Cheri Go Home' mostrou mudanças de registo vocal.
  • Planeia projeto pop-dance inspirado em Dua Lipa; aberto a representar no Eurovision.

Ian Moya, o cantor andorrano de 18 anos de Canillo, permanece vinculado contractualmente à *Eufòria* da TV catalã na 3Cat, apesar da sua eliminação na quarta gala, quando os jurados o escolheram para sair da competição. Descreve o programa como um rigoroso «mestrado» em performance, que o equipou com competências profissionais em canto, dança e presença em palco após apenas semanas de treino intenso.

O concorrente, que interrompeu os seus estudos de produção musical em Girona para participar, saiu em alta. «Estou muito contente porque enfrentei muitos desafios ao longo das semanas e defendi-os com dignidade», disse, refletindo sobre o seu balanço global positivo. A sua estreia com «Alors on danse» mereceu elogios e definiu a sua visão de oferecer espectáculos completos em palco, misturando voz e coreografia. Até a sua canção final, «Mon Cheri Go Home» — com quatro registos vocais distintos a alternar entre tons masculinos e femininos —, o tirou da zona de conforto. «Trata-se de enfrentar desafios; esse é o objetivo do programa», notou Moya, vendo-o como crescimento e não como revés.

Nos bastidores, a preparação foi implacável: músicas atribuídas ao domingo para atuações ao vivo na segunda-feira, coreografias dominadas em horas e dias de ensaio de 12 horas. «O nível de treino em tão pouco tempo foi como um mestrado», disse. Credita os treinadores e profissionais da indústria por terem construído a sua força vocal, resistência física e controlo perante a câmara — transformações que chama de «pesadas». Uma segunda gala difícil com um tema dos Renaldo & Clara testou a sua ligação emocional, mas provocou uma mudança de mentalidade.

Moya continua a contribuir com vocais de apoio e espera uma ronda de repescagem. Está confirmado no concerto dos concorrentes no Palau Sant Jordi, em Barcelona, a 31 de maio, onde quer repetir «Alors on danse». Publicamente, entrou na zona de risco na terceira gala, mas sobreviveu, tratando-o como um sinal de alerta. Limita as redes sociais para se manter com os pés no chão, apoiando-se no seu círculo face ao crescente reconhecimento.

Agora focado no lançamento do seu projeto pop-dance — inspirado em Dua Lipa, The Weeknd e Harry Styles —, Moya compôs o seu tema de estreia e procura um produtor para polimento profissional. Pretende marcar concertos, construir uma equipa de apoio do zero e manter-se ativo online. Alfred García, ex-participante no Eurovision, indicou-o como potencial representante, perspetiva que Moya acolhe. «Tenho o perfil e adorava ser considerado», disse, ao mesmo tempo que aponta para mais formação e destaca a concorrente Aina Machuca como favorita pela sua arte multifacetada.

Para Moya, a *Eufòria* clarificou o seu caminho: uma vida imersa na música e na performance.

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