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Cultura·

ICOM Andorra Celebra 40 Anos de Preservação do Património Cultural

O comité nacional do Conselho Internacional de Museus assinala a fundação em 1986 no meio da modernização cultural de Andorra, superando a ONU.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Fundado em 1986 via aprovação especial em Paris apesar do estatuto não-ONU de Andorra.
  • Inquérito de 1992 levou ao sistema museológico nacional de 1994 ligando narrativas culturais.
  • Descoberta do raro pigmento azul de aerinita nos frescos de Cortinada e arte catalã.
  • Hoje, 45 membros promovem conservação, investigação e redes museológicas.

O ICOM Andorra, o comité nacional do Conselho Internacional de Museus, assinala o seu 40.º aniversário este ano com um foco contínuo na preservação do património cultural de Andorra e na elevação do seu perfil no palco global.

As origens da organização estão intimamente ligadas à modernização cultural do Principado, que começou a meio dos anos 1970 sob Lídia Armengol e ganhou ímpeto com o estabelecimento do governo em 1983, segundo o secretário Xavier Llovera. Fundado em 1986 de forma não convencional, o ICOM Andorra superou obstáculos iniciais, uma vez que Andorra não era então membro da ONU ou da UNESCO. Os estatutos do ICOM exigem normalmente que os comités nacionais representem Estados soberanos reconhecidos pela ONU, as suas agências especializadas ou o Tribunal Internacional de Justiça.

Durante uma viagem a Paris, o então conselheiro de educação e cultura Roc Rossell encontrou Federico Mayor Zaragoza, diretor da UNESCO na altura, e Patrick Cardon, diretor-geral do ICOM. Eles aprovaram a adesão plena de Andorra. O membro fundador Eudald Guillamet, que participou na reunião, observou que sublinharam a natureza do ICOM como associação profissional, uma posição endossada por Cardon.

Llovera credita esta entrada com o reforço do enquadramento cultural nacional de Andorra. Em 1992, o ICOM realizou o seu primeiro inquérito de opinião pública sobre a necessidade de um museu nacional, apoiado por membros internacionais. Os anos 1980 e 1990 viram estudos iniciais de museologia e museografia em Andorra, culminando em 1994 com as bases do atual sistema museológico — uma rede de centros concebida para ligar narrativas e evitar sobreposições de conteúdos.

Entre as conquistas principais destaca-se a apresentação da descoberta do raro pigmento azul de aerinita dos frescos de Cortinada num congresso dos anos 1990 em Dresden. Guillamet explicou que a análise, realizada com químicos da Faculdade de Belas-Artes de Barcelona e do Museu Nacional de Arte da Catalunha, revelou o pigmento à base de argila, nativo dos Pirenéus, em muitas pinturas do MNAC.

Hoje, o ICOM Andorra tem cerca de 45 membros. Promove políticas de conservação preventiva, investigação interdisciplinar e considera os museus como contributos ativos para a sociedade. O presidente Francesc Rodríguez destacou a construção de redes entre profissionais de museus, fomentando colaborações internas e ligações com outros comités nacionais.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: