Irmãos Claret Reunidos Após 8 Anos em Concerto de Trio de Piano na Andorra
O violinista Gerard Claret e o violoncelista Lluís Claret juntaram-se ao pianista Josep Maria Colom para trios de Tchaikovsky e Beethoven no Centre de Congressos da Andorra.
Pontos-chave
- Interpretaram o Trio de Piano em Lá menor de Tchaikovsky (elegia por Rubinstein) e o Trio «Fantasma» Op. 70 n.º 1 de Beethoven.
- Músicos colaboram desde o conservatório há 60 anos; última atuação local conjunta dos irmãos em 2018.
- Evento no grande auditório da Andorra teve assistência moderada a meio da capacidade apesar da raridade.
- Lluís Claret: A simplicidade é o pico da mestria; atuação exalava experiência em vez de nostalgia.
O violinista Gerard Claret e o violoncelista Lluís Claret reuniram-se num palco local pela primeira vez em oito anos, juntando-se ao pianista Josep Maria Colom para um programa excecional no Centre de Congressos da Andorra. O evento, o primeiro do ano na série Temporada MoraBanc, atraiu uma assistência moderada a meio da capacidade apesar da grande lotação do auditório.
Os irmãos interpretaram o único Trio de Piano em Lá menor de Tchaikovsky — estreado nos Vales Neutros — e o Trio de Piano n.º 4 em Ré maior, Op. 70 n.º 1, de Beethoven, conhecido como «Fantasma» pelo seu segundo andamento espectral. A obra de Tchaikovsky, com cerca de 50 minutos na versão integral, homenageia o seu amigo Nikolai Rubinstein, que ele outrora lamentou apesar de antes ter descartado a combinação piano-violino-violoncelo como timbres incompatíveis e pura tortura. Escrevera: «Não suporto a combinação destes instrumentos... O piano só é eficaz sozinho, com orquestra ou a acompanhar uma canção vocal.» A morte de Rubinstein mudou-lhe a opinião, levando à peça elegíaca com o tema do segundo andamento e 12 variações, incluindo valsas, uma fuga e uma mazurca ao estilo de Chopin que destacou a mestria de Colom.
O tema da noite abrangia «do último classicismo ao puro romantismo». O trio de Beethoven abriu o programa, com o seu delicado segundo andamento a evocar introspeção ao estilo de Woody Allen. Embora menos famoso que o trio Arceduque, destacava a transição de Beethoven para o romantismo por volta da altura da Sinfonia Eroica, em 1804.
Os três músicos colaboraram pela primeira vez há seis décadas, como estudantes do conservatório na Catalunha. Lluís Claret e Colom continuaram como duo até 2016, quando Lluís se juntou ao New England Conservatory em Boston como professor. A última aparição local conjunta dos irmãos Claret foi em 2018, com o pianista Albert Attenelle no Trio de Barcelona e um concerto de 50.º aniversário.
Lluís Claret notara previamente que alcançar a simplicidade marca o pináculo da mestria: o maior desafio, o mais difícil mas o maior. A atuação encarnou isto — irradiando energia de experiência, confiança e talento em vez de nostalgia. Críticos sugeriram que uma promoção mais forte poderia aumentar a assistência em eventos tão raros.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: