A Jornada de Judit Gaset com o Cancro da Mama Inspira Exposição de Arte Ordem-Caos
A artista e professora Judit Gaset explora a ordem e o caos da vida em 'L’ordre del caos' na Galeria Art al Set, inspirada no seu cancro da mama de 2016.
Pontos-chave
- Exposição assenta em retrospetiva de 2021, com esferas como universos infinitos e templos interiores.
- Diagnóstico de cancro da mama em 2016 mudou arte de totens verticais para esferas serenas na recuperação.
- Barro escolhido pela vitalidade, generosidade e ciclo eterno da terra à terra.
- Cita Borges sobre realidades paralelas que se fundem, como folhas formando árvores, equilibrando caos e ordem.
A artista e professora Judit Gaset inspira-se na sua jornada pessoal pelo cancro da mama para explorar a interação entre ordem e caos na sua mais recente exposição, *L’ordre del caos*, patente na Galeria Art al Set até 3 de janeiro.
A exposição assenta numa retrospetiva realizada há três anos no salão de exposições do Parc Central, que Gaset considera a semente desta coleção. As esferas dominam as obras, simbolizando um universo infinito sem princípio nem fim. «Perseguir l’ordre és un caos en si mateix», diz ela, comparando a busca da ordem na vida a lançar uma moeda onde os dois lados desaparecem ao virar.
Gaset liga a sua arte às estruturas ocultas da natureza, como a aparente desordem das folhas de uma árvore salgueiro que oculta uma simetria perfeita. Diagnosticada com cancro da mama em 2016, descreve a doença como uma paragem da vida, provocando uma profunda transformação. A natureza e o amor sustentaram a sua recuperação, mudando a sua prática dos totens verticais para esferas serenas. «Era una altra Judit, començava de nou», reflete ela, abraçando uma calma renovada em meio a contradições.
Os visitantes encontram numerosos recipientes com esferas, que Gaset chama templos ou altares — representações simbióticas dos seus universos interiores, do amor e dos ciclos infinitos da natureza. Ecoando Borges, contempla realidades paralelas: mundos individuais que se fundem para formar algo novo, tal como as folhas formam árvores.
O barro continua a ser o seu meio preferido pela vitalidade e generosidade. «El fang és viu i generós», explica ela, notando as suas exigências — requer cuidado para evitar rachas, mas cede à modelação manual, deixando uma marca duradoura. Proveniente da terra, regressa a ela, perdurando eternamente, como demonstram as ânforas antigas preservadas no fundo do mar.
Gaset descobriu o barro ainda menina numa aula de tarde, maravilhada por criar forma a partir do nada. Como professora, desafiou as dúvidas dos alunos sobre si mesmos, provando que muitos podiam dominar o desenho e a pintura. Hoje, posiciona-se num equilíbrio constante entre caos e ordem, navegando momentos de turbulência absoluta e calma estranha sem controlo total.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: