Voltar ao inicio
Cultura·

La Seu d'Urgell rejeita compra de 6 milhões de euros do icónico cinema Guiu

Partidos da oposição defenderam a preservação do equipamento cultural face à venda pelos proprietários na reforma, mas o presidente da câmara cita restrições orçamentais e 40 milhões em investimentos concorrentes. O conselho aprovou em vez disso a transferência de outros edifícios por 8,5 milhões para o Governo catalão.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Câmara rejeita moção de 6M€ (3M€ compra + 3M€ renovação) para cinema Guiu, sala de festas e apartamentos.
  • Proprietários buscam reforma; oposição alerta para perda de património cultural e potencial de habitação pública.
  • Aprova acordo de 8,5M€ para transferir dois edifícios para serviços da Generalitat.
  • Sessão despede secretário de 40 anos Ramon Miñambres e aprova acessos rodoviários e serviços de autocarro.

A câmara municipal de La Seu d'Urgell rejeitou uma moção conjunta dos partidos da oposição Junts e ERC para comprar o icónico edifício do cinema e sala de concertos Guiu, citando um custo total de 6 milhões de euros — metade para a aquisição e metade para as renovações.

Os proprietários do espaço, que inclui cinemas, uma sala de festas e cinco apartamentos residenciais, procuram a reforma e têm negociado a venda com a câmara. O presidente Joan Barrera revelou o preço durante a sessão plenária, onde o Compromís votou contra a moção e a CUP se absteve. O porta-voz do Junts, Jordi Fàbrega, disse que o debate pelo menos trouxe números concretos à luz num assunto que pairava há muito sem resolução. O Francesc Viaplana, da Esquerra Republicana, defendeu a preservação do local como parte do património cultural e da memória coletiva da cidade, notando que os apartamentos poderiam ampliar o stock de habitação pública.

Barrera deixou espaço para negociações futuras, mas enfatizou as prioridades concorrentes, com a cidade a enfrentar até 40 milhões de euros em investimentos comprometidos, principalmente do governo catalão e da deputação de Lleida. Descreveu as táticas de negociação dos proprietários como agressivas, ponto ecoado pelo Miquel Albero, da CUP.

Em vez disso, o plenário aprovou a transferência de dois outros edifícios — Ca l'Armenter (também chamado Canonges) e os antigos tribunais no Pati Palau — para a Generalitat por 8,5 milhões de euros em trabalhos de reabilitação. Isto vai albergar serviços do governo catalão como parte da sua implantação territorial. O local do Pati Palau, anteriormente as escolas Graduades e tribunais, custará 5 milhões de euros a reabilitar, com o restante para o Ca l'Armenter. Viaplana sugerira concentrar todos os serviços da Generalitat num só local, mas Barrera notou os requisitos de espaço de até 25 metros quadrados por pessoa.

Fàbrega instou a evitar qualquer decisão — ativa ou passiva — que pudesse levar a arrependimentos futuros, alertando que a cidade poderia perder os seus cinemas, sala de festas e potencial teatro-auditório.

A sessão marcou também a despedida do secretário de longa data Ramon Miñambres, antes da sua reforma a 18 de setembro, após 40 anos de serviço, incluindo 33 na câmara. Barrera elogiou-o como o «garantidor da legalidade» e memória institucional, com o antigo presidente Jordi Ausàs entre os presentes.

Outras medidas aprovadas incluíram um procedimento para construir acesso direto a Castellciutat a partir da estrada N-260, e uma moção revista do Junts para melhores serviços de autocarro para universidades e escolas, após negociações com a equipa governamental. A Núria Tomàs, da Esquerra, brincou que enquanto a Catalunha se preocupa com comboios, os Pirenéus sentem-se mais negligenciados.

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: