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Cultura·

Diretora de arte andorrana Laia Ateca celebra nomeações de prémios do filme independente Sirat

O trabalho de Laia Ateca em *Sirat* recebe nomeações para os Gaudí e Goya após vitória europeia, superando expectativas de nicho com aclamação ampla e sucesso em festivais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • *Sirat* nomeado para Prémios Gaudí e Goya após vitória no cinema europeu.
  • Filmagens durante 3 semanas em Terol, Espanha, e 7 em Marrocos com camiões personalizados e ravers reais.
  • Ateca liderou equipa marroquina local, superando obstáculos culturais como diretora mulher.
  • Próximo: *Iván & Hadoum* estreia no Festival de Berlim; defende crescimento do cinema andorrano.

Laia Ateca, diretora de arte andorrana, está a receber aclamação generalizada pelo seu trabalho no filme independente *Sirat*, que superou todas as expectativas com o sucesso nos festivais e nomeações para prémios.

A produção garantiu nomeações para os Prémios Gaudí, anunciados hoje, bem como para os Prémios Goya, após a vitória no cinema europeu. Ateca descreveu a reação como avassaladora: a equipa esperava atrair um público de nicho, mas ficou surpreendida com o alcance amplo, dado o guião complexo do filme.

O projeto exigiu quase um ano de preparação, incluindo a obtenção e personalização de camiões — três de cada modelo, embora no filme pareçam um só — antes do início das filmagens. As gravações decorreram durante três semanas em Terol, perto de Valência, e sete semanas em Marrocos. Os principais desafios incluíram o transporte diário dos camiões não aptos para a estrada através de locais em mudança e a construção de cenários em território desconhecido.

As cenas notáveis de rave foram filmadas na Rambla Roja de Terol com ravers reais de coletivos locais, em vez de atores, para captar autenticidade. Em Marrocos, Ateca liderou uma equipa maioritariamente local, trazendo apenas três membros familiares, e navegou diferenças culturais como diretora mulher.

Ateca considera o reconhecimento particularmente recompensador no meio exigente do setor, onde muitos esforços igualmente rigorosos passam despercebidos. Destacou o talento andorrano crescente no audiovisual, muitas vezes no estrangeiro, e apelou a mais rodagens locais para impulsionar empregos, cultura e economia — priorizando produções em vez de novas escolas.

A licenciada da ESCAC, cujos créditos incluem assistência em *Vicky Cristina Barcelona* de Woody Allen, tem outro projeto a estrear no Festival de Berlim a 13 de fevereiro: *Iván & Hadoum*, uma história de amor transgénero num centro de embalagem de tomates em Almería, filmado no verão passado.

Para profissionais aspirantes, Ateca aconselhou persistência: o setor é extenuante, pelo que a paixão é essencial. Não tem a certeza de regressar a Andorra a longo prazo, citando as exigências da carreira, mas espera pelo crescimento do setor lá.

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