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Cultura·

Laia Ateca vence segundo Gaudí de direção de arte por Sirat

A diretora de arte andorrana Laia Ateca garante Gaudí consecutivo por *Sirat*, elogia a equipa e ambiciona Goya e Óscar em meio de dificuldades.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaEl PeriòdicDiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Ateca venceu Anna Auquer, Marta Bazaco e Mónica Bernuy por *Sirat* no Liceu de Barcelona.
  • Segue vitória de 2024 por *Polvo serán*; *Sirat* tem 11 nomeações Goya, nomeação Óscar filme internacional.
  • Elogiou equipa como 'família', dedicou a familiares; próximo projeto *Ivan & Hadoum* na Berlinale.
  • Andorrana Desirée Guirao nomeada mas perdeu design de guarda-roupa para Mercé Paloma por *Frontera*.

A diretora de arte andorrana Laia Ateca conquistou o seu segundo Prémio Gaudí consecutivo na categoria de melhor direção de arte por *Sirat* na cerimónia realizada no domingo no Gran Teatre del Liceu, em Barcelona, superando as rivais Anna Auquer (*Sorda*), Marta Bazaco (*Frontera*) e Mónica Bernuy (*Romería*). A vitória segue o seu prémio de 2024 por *Polvo serán* e acresce aos galardões do êxito de 2025 de Oliver Laxe, com Sergi López no elenco, que segue um pai e um filho em busca de uma filha desaparecida após um rave marroquino.

No seu discurso, Ateca elogiou a sua equipa como a "família" que levou a cabo a produção exaustiva e dedicou o prémio aos seus próprios familiares e amigos, que "tornam a minha vida melhor". Encerrando com entusiasmo, gritou: "Viva os raves!" Mais tarde, refletiu que sentiu nervos repentinos apesar da calma anterior: "Pensei que estava relaxada, mas quando anunciaram o meu nome, os nervos bateram de novo." O reconhecimento, disse ela, alivia as memórias da rodagem difícil, em que a sua equipa construiu um mundo visual credível mas impressionante a partir de pó, terra, camiões dos anos 1970 modificados, estradas e espaços improvisados. Algumas escolhas envolveram riscos reais, especialmente o esforço físico dos camiões, feito na esperança de que resistissem.

Ateca vê prémios como este como um impulso à confiança para novatos, ao mesmo tempo que delicia os apoiantes, embora acredite que a direção de arte ainda precisa de mais defesa no cinema. O seu estilo evolui como um tear, entrelaçando fios da vida inteira com novos por projeto. Olhando em frente, ambiciona novo trabalho, incluindo *Ivan & Hadoum*, o seu mais recente sobre trabalhadores de estufas em Almeria a caminho da Berlinale, que enfrentam lutas de identidade trans — filmado na primavera passada em El Ejido, Tabernas e Níjar.

A vitória eleva as suas expectativas para os Goya a 28 de fevereiro no Fòrum CCIB, em Barcelona, onde competirá num campo dominado por homens — só uma mulher, Ana Alvargonzález por *Pa negre* em 2011, venceu em 39 edições anteriores. *Sirat* lidera com 11 nomeações, enfrentando *Los domingos*, *El cautivo*, *Los tigres* e *Maspalomas*; Ateca destaca os cenários de época de *El cautivo* como ameaça, dado os gostos das academias. Modera as esperanças: cada júri tem manias — o que entusiasmou Berlim ou os eleitores catalães pode não convencer a Espanha inteira.

*Sirat* tem nomeações ao Óscar de melhor filme internacional e som — contra o brasileiro *The Secret Agent*, o francês *It Was Just an Accident*, o norueguês *Sentimental Value* e o tunisino *The Voice of Hind Rajab* — com cerimónias a 15 de março em Hollywood. Venceu cinco European Film Awards de 12 nomeações, incluindo direção de produção de Ateca, e oito no total.

A compatriota andorrana Desirée Guirao, nomeada ao lado de Angèlica Muñoz para melhor design de guarda-roupa em *Sorda*, perdeu para Mercé Paloma (*Frontera*). Guirao mereceu uma nomeação em 2019 por *La hija de un ladrón*.

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