Realizador andorrano Marc Camardons vence Biznaga de Prata pela melhor realização de curta em Málaga
O curta de folclore *Per bruixa i metzinera*, de Marc Camardons, surpreende com o prémio principal no Festival de Málaga, conquistando o seu primeiro galardão importante.
Pontos-chave
- Venceu Biznaga de Prata pela melhor realização na secção oficial de curtas do Festival de Málaga.
- Baseado em folclore pirenaico das avós; segue lenhadora que testemunha fogos que desaparecem.
- Produção de baixo orçamento (15 mil euros) com estudantes do Escac e locais; exibido em Cannes Cinef, Seminci e outros.
- Camardons ambiciona longa-metragem; no discurso criticou repressão da governação do PP.
Marc Camardons, realizador andorrano, venceu a Biznaga de Prata pela melhor realização na categoria de curtas da secção oficial do Festival de Málaga. O prémio por *Per bruixa i metzinera* foi uma surpresa total numa lista altamente competitiva, disse ele.
O filme, rodado em junho de 2023 em Oliana, Madrona e Coll de Nargó, inspira-se em contos de folclore pirenaico contados pelas avós de Camardons — uma de Casa Nova d'Ogern e outra de cal Tomàs em Oliana. Segue Cebriana, uma lenhadora de Madrona que testemunha um misterioso incêndio na montanha que desaparece antes de chegarem os bombeiros. Avistamentos semelhantes persistem, inquietando a aldeia, até que a sua antiga madrinha *trementinera* — uma herbolária tradicional — lhe acreditar.
Apresentado no sábado no cinema Albéniz, em Málaga, o prémio marca a primeira grande distinção do curta após a seleção para Cannes Cinef e exibições em festivais como o Seminci em Valladolid, Hainan na China, Uppsala na Suécia e Tirana na Albânia. Há uma exibição adicional marcada para 25 de março no festival D'A de Barcelona, onde competirá.
Produzido com um orçamento de 15 mil euros, com estudantes da escola de cinema Escac e locais na maioria dos papéis, o elenco inclui as profissionais Karin Barbeta e Neli Lladó. No seu discurso, Camardons agradeceu à equipa, à família e aos voluntários não remunerados, tomando posição contra a repressão: «Obrigado a toda a equipa, à família e aos trabalhadores precários que voluntariaram neste projeto. Não tive medo de subir aqui [ao palco], exceto que um vereador do PP me pudesse interromper — contra a repressão, mais cultura, mais arte e mais cinema.» A declaração aludia à governação conservadora do PP na cidade, sob o presidente da câmara Francisco de la Torre desde 2000. Concluiu sem interrupções.
Camardons descreveu a vitória como «uma porta que se abre mais», aumentando a visibilidade e o impulso. A equipa foi principalmente para contactar o público, recebendo fortes reações sem esperar prémios numa competição de topo. Uma antestreia andorrana está planeada em breve, mas não no Ull Nu, que co-dirige com Hèctor Mas.
Olhando para o futuro, após quatro curtas anteriores — *Estàtua de sal*, *Crisàlides*, *Traca* e *L'últim mort* —, Camardons desenvolve um drama de longa-metragem. Ainda em fases iniciais do guião, a história muda para um mundo e personagens novos, com revisões semanais enquanto afina a direção. O reconhecimento dá motivação chave para avançar o projeto. Málaga tem historial com talento pirenaico, incluindo a Biznaga de Prata de Elisabet Terri em 2022 por *Llana negra*.
Fontes originais
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