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Cultura·

Marta Roure lança 'Volar' após dois anos de luto

A cantor-autora andorrana Marta Roure encerra a sua viagem introspectiva com o novo single 'Volar' na Crea Music, transformando perdas pessoais em algo mais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • 'Volar' continua 'Rèquiem en vena', inspirado no cuidado com o tio moribundo e na perda súbita do pai.
  • Pai descrito como 'amigo próximo e refúgio'; a morte deixou-a a sentir-se órfã.
  • Letras como 'A chuva apagará o sangue' abraçam o amor após a perda.
  • Aprendeu que vulnerabilidade é força; agora otimista, regressa a temas inspiradores.

A cantor-autora andorrana Marta Roure lançou "Volar", o seu mais recente single na Crea Music, marcando o fecho de uma viagem introspectiva de dois anos que começou com "Rèquiem en vena".

A música abre com a linha "Jo només volia volar" ("Eu só queria voar"), servindo como continuação direta da sua canção anterior, que inesperadamente pressagiou perdas pessoais profundas. Há dois anos, Roure cuidou do tio nos seus últimos dias, testemunhando o seu declínio gradual. Pouco depois, o pai morreu subitamente enquanto ela estava no estrangeiro. Recebeu uma chamada a caminho de casa a informar da morte dele, embora tenha chegado ao hospital a tempo de o ver uma última vez.

Roure descreveu o pai como um amigo próximo e refúgio, apesar das discussões intensas. "Era um amor selvagem – celebrávamos as luzes e apoiávamo-nos nas trevas", disse. A morte dele deixou-a a sentir-se órfã e profundamente vulnerável. A canção inclui a linha "La pluja esborrarà la sang" ("A chuva apagará o sangue"), que ela usa como mantra para abraçar o amor novamente, mesmo após temer novas perdas. "No final, tens de te reconectar com a vida", acrescentou.

"Volar" reformula a mesma ferida com ternura em vez de luto cru. Produzida com sintetizadores e afastando-se de acordes menores, adota um tom menos fúnebre. Através deste processo, Roure aprendeu que "mostrar vulnerabilidade não é fraqueza, mas uma parte natural de nós próprios". Enfatizou a ligação com outros que enfrentam lutas semelhantes, a importância de procurar ajuda e avançar.

Antes deste período, após a sua entrada no Eurovision e o êxito "Jugarem a estimar-nos", Roure passou três anos a atuar enquanto treinava teatro para reconstruir a confiança no palco após desenvolver medo de atuar. Desde então, focou-se em colaborações menores e alternativas. Embora "Jugarem a estimar-nos" continue a ser um marco, procurou ir além dele compondo e escrevendo letras baseadas na sua cura.

Agora em reconstrução, Roure expressou otimismo: "Quero acreditar que a vida é bela", e está gradualmente a regressar à escrita sobre temas que outrora a inspiraram.

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Fontes originais

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