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Cultura·

Introspeção de Montserrat Altimiras: Paisagens Marinhas Serenas Após 20 Anos

Montserrat Altimiras apresenta a sua primeira exposição individual em quase duas décadas na galeria Untitled, em Girona, com paisagens calmas do mar da Costa Brava.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • 10 fotografias serenas de paisagens marinhas da Costa Brava, como Sant Martí d'Empúries, sem figuras humanas.
  • Mudança conceptual de obras anteriores sobre identidade fragmentada para paisagens marinhas vazias.
  • Processo intuitivo com luz suave da manhã/tarde, exposições longas e filme ultrafino em papel feito à mão.
  • Exposição na galeria Untitled em Girona encerra segunda-feira; apressem-se a visitar.

A primeira exposição individual de Montserrat Altimiras em quase duas décadas, *Introspecció*, está patente por mais poucos dias na galeria Untitled, na capital de Girona, com uma série de paisagens marinhas serenas que convidam à reflexão tranquila.

A exposição apresenta cerca de dez fotografias de mares calmos — raramente agitados — captados ao longo da Costa Brava, incluindo locais como Sant Martí d'Empúries. Estas obras marcam uma mudança conceptual para Altimiras, que tem aparecido frequentemente em exposições coletivas, como a recente *Les sufragistes*, mas não montava uma individual desde há cerca de 20 anos. A sua série anterior *Identitat fragmentada* já apontava nesta direção, experimentando com um muro de pedra seca; agora, mergulha totalmente os espectadores em paisagens marinhas vazias, sem figuras humanas, deixando espaço para memórias pessoais.

Altimiras descreve o seu processo como intuitivo, em vez de planeado. «Estas são imagens que encontro, não que procuro», diz ela. «Quando estou calma e longe do caos diário, deixo-me derivar e observar. A minha forma de contemplação é através da fotografia, sem qualquer plano preconcebido.»

Trabalha com luz suave e ténue da manhã cedo ou da tarde tardia — «descrita por alguns como triste», embora o seu objetivo seja criar «uma janela aberta à contemplação, um poema visual sem palavras». Movimentos subtis da câmara e exposições longas captam o suave balanço do mar, enquanto a impressão em filme ultrafino sobreposto a papel feito à mão introduz uma leve qualidade tridimensional, misturando fotografia com efeitos de pintura e desenho.

Além dos detalhes técnicos, Altimiras prioriza a ressonância emocional. Quer que as suas imagens comovam os espectadores, evocando «um momento, uma sensação, uma pessoa», desenterrando algo íntimo mesmo que não relacionado com a sua intenção. Não se trata de imagens de consumo rápido, mas de mares que exigem tempo e paciência, como demorar numa praia de Baiona ao pôr do sol até a maré molhar os pés.

A exposição encerra na segunda-feira; os interessados devem apressar-se a visitar a Untitled.

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Fontes originais

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