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Cultura·

Museu Thyssen assegura acordo de 10 anos no Node com renovação automática

O acordo triplica o espaço de exposição para acolher sala de arte analógica e Centro de Artes Digitais, financiado pela Andorra Telecom com reembolsos de 3,7-4,8 milhões de euros em 10 anos. Projeções apontam para 50.000-140.000 visitantes anuais na localização privilegiada da Avinguda Meritxell.

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Pontos-chave

  • Acordo de 10 anos auto-renova em períodos de 2 anos; Museand reembolsa 3,7-4,8M€ a 31k-40k€/mês.
  • Novo espaço triplica área para ~3000 m² em dois subsóis: sala analógica (40-50 obras) e Centro de Artes Digitais.
  • Construção do bloco Norte no prazo para 2026; museu abre a 1 jan 2027 após lançamento do Centro Digital.
  • Projeções: 50k-140k visitantes/ano vs média anterior de 13,6k; exposições digitais exportáveis.

O diretor-adjunto geral da Andorra Telecom, Cèsar Marquina, indicou que o prazo inicial de 10 anos do acordo para as novas instalações do museu Thyssen no complexo Node se estenderá automaticamente por períodos de dois anos, se necessário. O acordo, publicado ontem no BOPA, envolve a Andorra Telecom, o governo e a Museand — a entidade legal que gere o Thyssen — na cedência do subsolo do bloco Norte do Node, virado para a Avinguda Meritxell, para uso do museu.

A construção do bloco Norte, onde o museu ficará instalado, avança mais lentamente do que no edifício Sul devido à sua complexidade. A estrutura Sul deve terminar a meio do ano conforme planeado, enquanto os trabalhos no bloco Norte se prolongarão pela segunda metade, mas mantêm-se no prazo para conclusão até ao final do ano, segundo Marquina. No entanto, o acordo adota uma posição cautelosa, afirmando que a Museand não pode ocupar o espaço até à conclusão das obras do Node e à entrada em funcionamento do Centro de Artes Digitais, agendado para 1 de janeiro de 2027. Isto aponta para uma espera de 11 meses a partir de agora antes da abertura do museu neste local central, outrora a sede histórica da Andorra Telecom.

A nova sede triplica os 961 metros quadrados anteriores na localização Valira nos últimos nove anos, distribuídos por dois níveis de subsolo. O primeiro acolherá serviços gerais e uma sala de exposições analógica com 40 a 50 obras da coleção permanente da Baronesa Thyssen, com ênfase na arte dos séculos XX e XXI e foco no modernismo catalão. O segundo nível formará o núcleo do Centro de Artes Digitais, concebido para exposições culturais inovadoras, experiências imersivas e interativas. A Andorra Telecom financia todos os custos de construção e instalação, com a Museand a reembolsar o montante total ao longo de 10 anos a uma taxa mensal de 31 133 € a 40 065 € — totalizando 3,7 milhões a 4,8 milhões de euros. Isto evita tecnicamente um arrendamento, proibido para a empresa estatal. Termos adicionais incluem 100 bilhetes anuais para a Andorra Telecom e 10 dias de acesso por ano à sala imersiva.

O espaço imersivo dispõe de duas grandes salas de 300 e 280 metros quadrados no segundo subsolo, mais uma sala de 200 metros quadrados no primeiro. Os reembolsos consumirão quase na totalidade a subvenção anual de 450 000 € do governo ao museu, deixando as vendas de bilhetes a cobrir a diferença. As exposições passadas na Valira atraíram em média 13 600 visitantes por ano, com um pico de 18 000 no primeiro ano desde 2017. As projeções para o Node são muito mais elevadas, entre 50 000 e 140 000 anualmente, comparáveis aos 64 000 do último Cirque du Soleil e aos 25 000 esperados para o Van Gogh Alive até 6 de abril.

O curador do Thyssen, Guillermo Cervera, referiu que as exposições digitais serão criadas à medida para exportação a outros locais, enquanto o espaço analógico misturará obras permanentes com peças convidadas, incluindo pinturas espanholas nunca mostradas no estrangeiro. O objetivo é dar ao Thyssen de Andorra uma identidade distinta face às franquias em Madrid, Málaga, Sant Feliu e em breve Barcelona. A localização comercial de topo espera impulsionar a afluência.

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Fontes originais

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