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Cultura·

Nenhum Teriano Aparece no Encontro no Parque de Andorra Amidst Alarido nas Redes Sociais

Encontro therian antecipado em Escaldes-Engordany atrai adolescentes curiosos mas sem participantes, restaurando a normalidade após chamadas virais no TikTok.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Nenhum therian compareceu ao evento remarcado de domingo; apenas 20 adolescentes curiosos apareceram.
  • Sábado atraiu ~200 pessoas intrigadas, mas a conta promotora desapareceu.
  • Therians identificam-se espiritualmente com animais; tendência popular no TikTok entre adolescentes.
  • Psicólogos divididos: fase de identidade ou preocupação de saúde mental; locais zombam chamando 'parvo'.

Nenhum participante therian apareceu no parque Prat del Roure, em Escaldes-Engordany, para um segundo apelo nas redes sociais no domingo à tarde, deixando o local vazio da reunião antecipada.

O evento, inicialmente marcado para sábado e remarcado para as 18h de domingo através de publicações virais em plataformas como o TikTok, atraiu apenas cerca de 20 adolescentes curiosos com idades entre os 12 e os 15 anos. Famílias com crianças brincavam ao ar livre, enquanto outros passeavam cães, restaurando a rotina típica de fim de semana no parque sem qualquer perturbação. Isto seguiu a maior afluência de sábado, de cerca de 200 pessoas — embora as fontes variem ligeiramente, com algumas a reportarem 50 — que chegaram por curiosidade mas não encontraram therians. A conta promotora desaparecera, adiando efetivamente ambos os encontros.

Os therians identificam-se espiritualmente ou psicologicamente com um animal específico, conhecido como o seu "theriotype", sem acreditarem que o seu corpo físico é animal. A tendência, originada em fóruns online dos anos 1990, ganhou tração no TikTok, particularmente entre adolescentes, com reuniões semelhantes a ocorrer em Espanha e noutros locais no fim de semana. Os participantes por vezes adotam movimentos semelhantes aos de animais, máscaras ou "shifts" — momentos de ligação intensa — como forma de autoexpressão.

As reações locais misturaram curiosidade com escárnio. Um adolescente disse que veio "para ver se eles apareciam mesmo", admitindo que o grupo pretendia rir-se daqueles "que não estão bons da cabeça". Outros chamaram-lhe um "espetáculo" inadequado para as normas de Andorra ou indicativo de problemas de saúde mental que requerem atenção psiquiátrica. A vizinha Mercè, de Escaldes, descartou-o como "uma coisa parva das redes sociais a receber atenção a mais".

Os psicólogos apresentaram visões divididas. Tomàs Navarro descreveu-o como um problema de identidade adolescente ligado à necessidade de pertença ao grupo, podendo sinalizar problemas mais profundos como perturbações de personalidade ou pressão social, instando à preocupação parental. Sílvia Palau viu-o de forma mais neutra como uma fase, aconselhando as famílias a monitorizarem o isolamento sem presumirem patologia, enquanto alertava contra o escárnio que promove maior retraimento. Enfatizou manter rotinas diárias e estabelecer limites de comportamento.

Não houve incidentes em Andorra, ao contrário de alguns casos espanhóis que envolveram intervenção policial devido a preocupações com assédio.

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