Nil Forcada lança 'Teoria del ridícul' na livraria La Trenca, em Andorra
Romance explora a vida de um escritor fictício obscuro, questionando a originalidade na literatura em meio a ideias exauridas e reinterpretações infinitas.
Pontos-chave
- Grande afluência no lançamento de 'Teoria del ridícul' na La Trenca, com discussões sobre originalidade literária.
- Escritor fictício Mael Palau morre em 1993; livro reconstrói as suas obras apócrifas que reinterpretam clássicos.
- Premissa: Todas as ideias originais exauridas; a escrita limita-se agora a reescritas e plágio.
- Evento com aforismos como 'Escrever é uma continuação da leitura para outras vidas'.
Nil Forcada apresentou o seu romance *Teoria del ridícul* a um grande número de participantes na livraria La Trenca, em Andorra, gerando discussões sobre criação literária, imitação e os limites da originalidade.
O livro centra-se em Mael Palau, um escritor fictício andorrano da «quinta divisão» — inédito, obscuro e possivelmente apócrifo. Nascido na década de 1940, Palau morre em 1993 após ser atropelado por um camião em Granada. Forcada reconstrói a sua vida e obra através de uma narrativa em forma de busca, questionando se Palau é um génio ignorado, um escriba compulsivo ou simplesmente esquecível.
A bibliografia fabricada de Palau inclui reinterpretações de clássicos como *A Metamorfose*, *Sete Litânias da Morte* e *Boris I, Rei de Andorra*. Situado no final do século XX, o romance postula que tudo o que valia a pena dizer já foi dito. A escrita original está exaurida, restando apenas reescritas, reinterpretações — ou, como alguns poderiam chamar-lhes, plágios.
Esta premissa ecoa reflexões mais amplas sobre o futuro da literatura. Forcada traça paralelos com a biblioteca infinita de Jorge Luis Borges e a coleção universal de Hernando Colón, imaginando um pacto com o diabo para tempo infinito de leitura. Mesmo assim, poder-se-ia esgotar a produção humana, levantando a questão: o que vem depois de ler tudo?
Durante o evento, Forcada partilhou aforismos como «Estamos mortos de licença» do seu livro anterior *Tolls*, e novos: «Escrever é uma continuação da leitura para outras vidas» e «Escreve-se como se lê». Descreveu-se como um «leitor anárquico, inconsistente e desestruturado», espelhando o estilo do romance.
A história inclui também uma visão distópica no suposto masterpiece de Palau, *Grandalla*, onde os Vales Neutros de Andorra se tornam uma expansão urbana contínua do Runer ao Baladrà — ecoando a pintura *Sant Vicenç d'Engolasters* de Francisco Sánchez. Em última análise, Forcada sugere que os escritores criam por vaidade, levando os leitores a ponderar as suas próprias motivações.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: