Romance andorrano 'Obaga' chega às prateleiras gregas 20 anos depois
Obra de estreia de Albert Villaró, *Obaga*, que capta a cultura de contrabando pirenaica, chega aos leitores gregos como *Φύλαξέ μου τις αγελάδες*.
Pontos-chave
- *Obaga* (2003) segue o pastor Tomàs em meio ao caos de contrabando na região fictícia de Lapena.
- Primeira edição grega intitulada *Φύλαξέ μου τις αγελάδες*; traduções anteriores em espanhol e francês.
- Obras de Villaró traduzidas em espanhol, italiano, checo; inglês escasso para autores catalães.
- Próximo: novo livro de Villaró e crónica pandémica *Divendres 13 (Anem)* a 10 de março.
Albert Villaró, o autor andorrano que se destacou há duas décadas com o seu romance de estreia *Obaga*, vê agora o livro chegar aos leitores gregos pela primeira vez. Publicado em 2003, *Obaga* — traduzido para grego como *Φύλαξέ μου τις αγελάδες* (aproximadamente pronunciado «Fulaksé pou tis ageladés», que significa «Guarda-me as vacas») — acaba de chegar às prateleiras, marcando um novo capítulo para a obra que colocou pela primeira vez a cultura de contrabando pirenaico de Andorra no mapa literário.
Ambientado a meio dos anos 1990, durante os «anos de chumbo» na região fictícia de Lapena — uma referência ao noroeste acidentado de Andorra —, o romance segue Tomàs de cal Mostatxo, um pastor de vacas descontraído na remota aldeia de Llobarca. A vida nesta comarca, centrada em Lagrau e limítrofe com o fictício marquês de Somorra, gira em torno do contrabando, um «ofício honroso» abraçado pelos locais, incluindo as forças da lei, até à intervenção das elites das unidades GAR. O caos eclode quando traficantes, carabineiros e jornalistas invadem Llobarca, envolvendo figuras como Magalí e Roser, culminando numa cena comovente de uma mulher grávida a conduzir o seu humilde Fiat Ritmo montanha acima em busca do pai da criança.
*Obaga* capturou o exotismo da vida pirenaica contemporânea para o público catalão urbano, misturando dialeto noroeste com um ambiente de Far West. Liderou as listas de best-sellers, gerando edições em espanhol (*Guárdame las vacas*) e francês (*Gardez-moi les vaches*). Villaró credita à sua editora, a agência Asterisc, a iniciativa grega, dizendo que lhe traz «grande alegria».
Esta não é a primeira incursão de Villaró no estrangeiro. *Blau de Prússia* apareceu em espanhol, italiano e checo, enquanto *Els ambaixadors* e *La Companyia Nòrdica* chegaram aos mercados espanhóis. O inglês continua elusivo para ele e a maioria dos autores catalães, com apenas Teresa Colom a romper parcialmente em 2016, quando *The Guardian* publicou o seu conto «El fill de l'enterramorts» de *La senyoreta Keaton*, comparando o seu estilo a Tim Burton e aos Irmãos Grimm. Colom notou que o vasto mercado anglófono exige estatuto de best-seller para outsiders. Essa coletânea também chegou à China em 2021.
Entretanto, os leitores andorranos podem esperar *Divendres 13 (Anem)* a 10 de março, uma crónica da pandemia coautoria do antigo ministro da Saúde Josep Martínez Benazet e do porta-voz das Finanças Eric Jover.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: