Oriol Balaguer inaugura canto de chocolates no Hotel Isard em Andorra
O pasteleiro premiado Oriol Balaguer lançou uma boutique no Hotel Isard com os seus bombons, trufas congeladas, torrões e o panettone assinatura 'El Perfum'.
Pontos-chave
- Canto no Hotel Isard vende bombons, trufas congeladas, placas de chocolate, torrões, bolachas e frutos secos cobertos.
- Panettone assinatura 'El Perfum' desenvolvido ao longo de anos para aroma, textura e sabor específicos.
- Placa de chocolate temática de Andorra com 78% de cacau, carimbada com o ano 1278.
- Formação em Barcelona, sete anos no elBulli; equilibra tradição e vanguarda.
Reconhecido internacionalmente pela sua inovação na pastelaria de alta gama e vencedor de prémios como o Melhor Panettone Artesanal, Oriol Balaguer abriu um canto no Hotel Isard para trazer as suas criações a Andorra.
"O chocolate dá-nos felicidade? Ajuda", diz, notando como as pessoas sorriem quando falam de chocolate e mudam quando o provam e cheiram. "A melhor coisa do mundo é que alguém coma algo que fizeste, exclame 'uau' e se comova." Prevê que o canto ilumine os dias das pessoas.
A oferta inclui a sua coleção completa de bombons — entre eles a mascletà, um praliné que crepita na boca — bem como trufas congeladas, que são um sucesso de vendas; placas de chocolate; torrões tradicionais e de vanguarda; bolachas e frutos secos cobertos de chocolate; e peças descritas como cristais e corais.
Uma peça central é o seu panettone, que chama "El Perfum", um projeto no qual se obsesionou durante anos até alcançar o aroma, textura e sabor que procurava. Compara o efeito do panettone a uma espécie de magia.
Criou também uma placa de chocolate em homenagem a Andorra, uma pequena referência à felicidade que sente por estar aqui. A peça tem carimbada a data 1278, o ano da fundação do Principado, explicada na própria placa; contém 78% de cacau.
Balaguer diz que até recentemente se concentrara no seu trabalho em Barcelona e Madrid. Questionado sobre o porquê de Andorra agora, recorda que, num jantar, lhe perguntaram por que nunca viera; sentado ao lado estava Roger, o chef executivo do Isard, que tomou nota — e uma semana depois Balaguer estava aqui.
O seu interesse pela pastelaria começou na infância. Lembra-se do pai a fazer peças de chocolate, e embora os pais se tenham separado mais tarde e o pai tenha partido, o ofício ficou com ele. Aos 16 anos, deixou Calafell para ir a Barcelona com os tios e estudar o ofício.
Recorda sabores simples da infância — pão com azeite e chocolate depois da escola, as bolachas da mãe e o sabor a anis da mona que a tia fazia. Os seus mestres mais influentes foram Tomàs Ortega e Oriol Madern, a quem credita ter-lhe ensinado humildade e uma busca incansável pela perfeição.
Balaguer trabalhou no elBulli a pensar ficar dois anos; ficou sete, um período que descreve como intensamente criativo nos anos 90, quando os chefs questionavam constantemente as convenções. Perguntado se prefere tradição ou inovação, responde que se posiciona no meio: ama a vanguarda, mas reconhece que a linha tradicional perdura e sempre perdurará.
Fontes originais
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