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Cultura·

Peregrinos completam etapas do Alt Urgell no Caminho de Sant Jaume

Associação do Camí de Sant Jaume Segre-Cerdanya conclui viagem de vários meses por trilho histórico de peregrinação, visitando a Capella de Sant Jaume de Graell.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Peregrinos visitaram Capella de Sant Jaume de Graell, último marco antes de Bassella, destacando vistas montanhosas e bifurcação histórica para Solsona.
  • Capela restaurada de ruínas; alberga rara imagem de Matamoros de Sant Jaume; precisa de limpeza interior.
  • Presidente da associação Núria Boltà promove revival da rota, citando investigação do falecido perito Bonifaci Fortuny sobre capelas próximas e caminhos antigos.
  • Etapa terminou em Altès, Bassella, passando do Alt Urgell para a região da Noguera por trilhos florestais sinalizados.

A Associació del Camí de Sant Jaume Segre-Cerdanya concluiu as suas últimas etapas pela região do Alt Urgell, marcando o fim de uma viagem de vários meses ao longo desta rota histórica de peregrinação. Os peregrinos visitaram recentemente a Capella de Sant Jaume de Graell, em Oliana, como um dos últimos marcos culturais antes de entrarem no município de Bassella.

Apesar do frio intenso no início e de céus alternadamente nublados e limpos, o grupo completou o percurso completo de Oliana a Bassella. A capela, situada aos pés da rota do Segre, oferece vistas impressionantes das montanhas locais acidentadas a partir da sua varanda. Registos históricos indicam que o caminho se dividia aqui, com um ramo a dirigir-se para Solsona, como referido nos *goigs* — canções devocionais tradicionais — compostos por Antoni Fortuny, com música de Jaume Prats e ilustrações de Ramon Sala. Estreados em 1989, os versos destacam o seu lugar na rota jacobea: os peregrinos cantavam das maravilhas terrenas que espelhavam os caminhos celestiais.

A Sant Jaume de Graell é um dos últimos locais religiosos que os peregrinos encontram nesta secção. A capela, inscrita no Inventário do Património Arquitectónico da Catalunha, mostra sinais de negligência no interior, precisando de uma limpeza profunda. Foi restaurada após estar quase em ruínas, quando apenas as paredes restavam; a imagem de Sant Jaume el Major — uma rara representação catalã do santo como Matamoros — foi então transferida para lá.

A presidente da associação, Núria Boltà, focada na revival e promoção da rota, salientou estes pormenores. A tradição local, baseada em notas do falecido Bonifaci Fortuny i Feliu — natural de Pallars e especialista em património que faleceu há um ano —, descreve duas outras capelas próximas dedicadas a Sant Jaume el Menor perto de Oliana. Vestígios de uma ligada a Sant Jaume el Vell aparecem perto do Clot de les Moles, possivelmente entre os povoados mais antigos da zona. A capela de Graell, construída mais tarde, acolhia o festival tradicional de Sant Jaume Xic a 1 de maio e, mais recentemente, um encontro no domingo mais próximo de 25 de julho. O Grup Excursionista d’Oliana também a visita no Natal para instalar um presépio.

A investigação de Fortuny delineia a rota a começar no Coll de la Perxa, seguindo o Segre através da Cerdanya e Alt Urgell. Em Oliana, bifurcava-se para Solsona, Manresa e Montserrat, ou continuava ao longo do rio até Lleida a caminho da Galiza. Referências escritas mencionam um Hospital dos Peregrinos no local do Portal de Solsona.

O grupo, originário da Cerdanya mas acompanhado por locais do Alt Urgell, seguiu trilhos florestais largos — por vezes cobertos de vegetação mas sinalizados — até à casa rural Mas Tapioles e explorações agrícolas dispersas. A etapa terminou em Altès, Bassella, enquanto os peregrinos deixam o Alt Urgell para a região da Noguera.

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Fontes originais

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