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Cultura·

Perséfone lança 'Live In Andorra' — concerto de 20.º aniversário com orquestra nacional

Banda de metal catalã Perséfone gravou o primeiro concerto em Andorra em dez anos com a Orquestra Nacional de Andorra; o álbum ao vivo sai a 5 de dezembro.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Live In Andorra, gravado a 4 de maio no Auditori, sai a 5 de dezembro pela Napalm Records.
  • Perséfone uniu-se à Orquestra Nacional de Andorra para assinalar os 20 anos da banda.
  • Exibição especial do concerto na Illa Carlemany na próxima terça-feira às 19:00.
  • Setlist inclui novos arranjos orquestrais e destaca 'Living Waves', com Paul Masvidal.

A 4 de maio de 2024 demos o nosso primeiro concerto em Andorra em dez anos, e pareceu-nos importante mostrar o que tínhamos feito porque costumamos tocar no estrangeiro e as pessoas aqui — até amigos e família — não tinham visto a nossa evolução, diz Sergi “Bobby” Verdeguer. «Tocámos por todo o mundo, mas o concerto no Auditori foi único», acrescenta. A atuação estava a ser gravada, o que trouxe nervos extras, mas a noite foi muito especial e «será ótimo podermos vê-lo de novo daqui a 30 anos», afirma.

Essa gravação vai ser lançada como Live In Andorra, um álbum ao vivo que os Perséfone editam com a Napalm Records a 5 de dezembro. Para coincidir com o lançamento, realiza-se na próxima terça-feira uma exibição especial do concerto na Illa Carlemany às 19:00, oferecendo aos fãs a oportunidade de reviver a atuação.

A iniciativa do Auditori convidou uma banda local para atuar na temporada, e os Perséfone tinham há muito uma proposta da Orquestra Nacional de Andorra (ONCA). O grupo acabou por unir forças com a orquestra para assinalar os 20 anos dos Perséfone. «O álbum é um instantâneo do que os Perséfone eram naquele momento», explica Verdeguer. O concerto foi uma espécie de best-of, abrangendo temas desde o terceiro álbum da banda até ao lançamento mais recente na altura, Lingua Ignota.

Como a ocasião era única, arranjaram e tocaram peças instrumentais que destacavam a orquestra e que nunca tinham interpretado antes nem voltaram a tocar. O resultado misturou canções agressivas e poderosas com passagens melódicas realçadas pelos arranjos orquestrais.

Verdeguer destaca o tema «Living Waves» como representativo da banda: «Reflete o que exprimimos, o momento em que o lançámos e a nossa colaboração com o cantor americano Paul Masvidal, com quem temos um laço especial.» A banda explora frequentemente temas relacionados com a condição humana, o autoconhecimento e as relações; Verdeguer descreve o álbum como tendo uma orientação espiritual.

Masvidal está associado aos Perséfone há cerca de dez anos, e Verdeguer sublinha a proximidade: «Nem conto — sou amigo dele há muito tempo. Consideramo-nos família.» Nota que manter um projeto musical de longa duração e relações é difícil, mas os membros da banda cuidam uns dos outros, aprenderam com os erros e continuam a esforçar-se por melhorar.

Perguntado sobre mais vinte anos, Verdeguer é cauteloso: «Não sei se teremos a mesma energia — os concertos são bastante intensos —, mas espero que sim.»

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